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Chefe do maior grupo parapolicial do Rio de Janeiro entrega-se e fica em prisão de alta segurança

O chefe do maior grupo parapolicial do estado brasileiro do Rio de Janeiro, Luis Antônio da Silva Braga, chegou a acordo com as autoridades para se entregar e foi transferido para uma prisão de segurança máxima, informaram fontes oficiais.

Líder máximo de uma poderosa milícia que controla a região oeste do Rio de Janeiro, conhecido como Zinho, já está preso na prisão de alta segurança conhecida como Bangu 1, localizada na área de influência onde atua a sua quadrilha, segundo confirmaram fontes da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio.

Descrito pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, como o “inimigo número 1”, Zinho, de 44 anos, estava fugido da justiça desde 2018 e entregou-se na Superintendência da Polícia Federal do Rio na tarde de domingo, véspera de Natal.

Sobre ele recaem 12 ordens de prisão, mas a decisão de entregar-se à justiça para ser posteriormente preso foi resultado de “negociações entre os chefes do miliciano fugitivo com a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública do Rio”, de acordo com a Polícia Federal.

O ministro da Justiça do Brasil, Flávio Dino, que em fevereiro tomará posse como novo juiz do Supremo Tribunal Federal, comemorou este domingo nas redes sociais o “trabalho sério e planeado que está a ser feito no Rio de Janeiro e em outros estados para lutar contra as fações criminosas”.

Os grupos parapolicias – que realizam atos ilegais e funções próprias da polícia à margem desta –, como o liderado por Zinho, são formados por agentes e ex-agentes corruptos e ganharam espaço nos últimos anos em alguns bairros do Rio de Janeiro.

Estes grupos impõem um regime de terror em que cometem homicídios e roubam vizinhos e comerciantes cobrando “impostos” por serviços como transporte, compra de botijas de gás ou mesmo acesso à Internet.

Zinho foi transferido para o Complexo de Gericinó | Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil / CP

Também se tornaram distribuidores de drogas ilícitas e armas de fogo e têm vínculos com a classe política regional e municipal. No caso de Zinho, as autoridades intensificaram recentemente as ações para capturá-lo, embora sem sucesso.

Em outubro, uma operação policial acabou com a vida de Matheus da Silva Rezende, de 25 anos, conhecido como Faustão, tenente e sobrinho de Zinho. Faustão foi o terceiro membro da sua família a morrer em confrontos com a polícia nos últimos seis anos.

Carlos Alexandre da Silva Braga morreu numa outra operação em 2017 e Wellington da Silva Braga num tiroteio em 2021. Após a morte dos dois irmãos, Zinho assumiu o comando da maior milícia do Rio de Janeiro.

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