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Estrangeiros em Portugal duplicaram em dez anos e um terço vive em risco de pobreza

Sem imigrantes, a saldo populacional português estaria no vermelho: são jovens, estão em idade ativa e vêm para um país considerado cada vez mais interessante para viver e estudar.

O número de estrangeiros em 2022 em Portugal era de 800 mil, o dobro de há dez anos, um em cada três vive em risco de pobreza e já foi atribuída nacionalidade a meio milhão nos últimos 15 anos.

Num retrato da “população estrangeira e dos fluxos migratórios em Portugal”, por ocasião do Dia Internacional das Migrações que se assinala esta segunda-feira, a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, procurou avaliar o número e as condições de vida dos imigrante ou a evolução das concessões de nacionalidade e de títulos de residência.

O estudo concluiu que 76% dos estrangeiros são originários de países extracomunitários, com uma taxa de desemprego mais do dobro da média nacional, ganhando, em 2021, uma estimativa de “menos 94Euro mensais do que a média nacional”.

Só em 2022, “entraram em Portugal 118 mil imigrantes, o valor mais alto desde que há registo”, tendo saído 31 mil, “menos 23 mil (- 43%) do que o registado no ano marcado pelo maior número de saídas, em 2013”.

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