Nos primeiros três trimestres de 2023 o PIB registou uma subida anual de 77,7 por cento, segundo os dados recentes da Direcção de Estatísticas e Censos, (DSEC). Em termos reais, a recuperação de Macau equivale a 77,4 por cento do volume económico do mesmo período de 2019. Isto coloca a RAEM como a região com maior crescimento económico do mundo.
Além disso, apesar de o ano ainda não ter terminado, está acima da revisão conduzida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em outubro, que previu um crescimento de 74,4 por cento em 2023.
Porém, é de salientar que Macau registou uma das maiores quebras económicas a nível global devido às restrições pandémicas – caiu 54,2 por cento em 2020. Subiria 19,3 por cento em 2021, para tombar novamente em 2022 (26,8 por cento).
Jogo e turismo sustentam crescimento
Tendo em consideração só o terceiro trimestre, o PIB de Macau mais do que duplicou em comparação com o mesmo período de 2022, uma subida de de 116,1 por cento justificada pelas autoridades pelo “forte desempenho das exportações de serviços”. A exportação de serviços do jogo e turísticos, bem com o acréscimo na procura interna, explicam a recuperação económica, depois do impacto da pandemia de Covid-19.
Durante o terceiro trimestre de 2023 entraram em Macau 8.282 milhões de visitantes, oito vezes mais do que no mesmo período do ano passado. É, no entanto, cerca de 83,5 por cento do número de visitantes registado no trimestre homólogo de 2019.
As exportações de serviços subiram 284,1 por cento, com aumentos de 781,4 por cento nas exportações de serviços do jogo e de 255,4 por cento nas exportações de outros serviços turísticos, tendo as importações de serviços subido 58,2 por cento.
Sem comparação
Na região da Ásia-Pacifico, o crescimento económico de Macau está muito acima da média. Basta comparar com algumas das grandes potências regionais, como a China continental (5%), Hong Kong (4,4%), Filipinas (5,3%), Japão (2%) ou Singapura (1%).
O mesmo acontece se olharmos para as 10 economias com maior taxa de crescimento, segundo o FMI. Atrás de Macau (74,4%), estão Guiana (38,4%), Líbia (12,5%), Maldivas (8,1%), Samoa (8%), Fiji (7,5%), Arménia (7%), Moçambique (7%), República Democrática do Congo (6,7%) e, por último, o Tajiquistão (6,5%).
Para 2024, o cenário muda um pouco (ver gráfico), mas Macau mantem-se no topo (27,2%), seguido novamente pelo Guiana (26,6%), Palau (12,4%), Niger (11,1%), Senegal (8,8%), Líbia (7,5%), Ruanda (7%), Costa do Marfim (6,6%), Burkina Faso (6,4%) e, por último Benin e Índia (6,3%).