Fator foi puxado por política externa ativa do petista, mas também por contexto internacional favorável à movimentação
Ponto central na narrativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste terceiro mandato, a diplomacia foi intensa em seus dois governos anteriores, quando o Brasil recebeu o maior número de visitas de líderes internacionais para encontros bilaterais da história.
O período que abarca os governos Lula 1 e 2 (2003 a 2010) registrou ao menos 120 visitas de chefes de Estado e de governo, mais que o dobro dos mandatos do antecessor Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e da sucessora Dilma Rousseff (PT).
Levantamento da Folha feito a partir de dados do Itamaraty mostra que o país se consolidou como um destino diplomático do primeiro mandato de FHC até o penúltimo ano de governo de Dilma, alvo de impeachment em 2016. Mas a alta se dá nos governo Lula, puxada por visitas de líderes do Mercosul e da África.
A análise considera apenas a presença de chefes de Estado e de governo de cada país, como presidentes ou primeiros-ministros, para encontros bilaterais —assim, não foram incluídas visitas para cúpulas ou eventos internacionais, como a Rio-92 ou as Olimpíadas.
Nos últimos anos, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o Brasil voltou a apresentar os índices baixos de visitas registrados nas gestões de Itamar Franco, Fernando Collor e José Sarney e em alguns anos da ditadura militar. Boa parte do mandato do ex-presidente foi marcada por restrições de viagens impostas pela pandemia de Covid.
E o primeiro semestre de Lula 3 já supera os anos de 2021 e 2022 do governo de Bolsonaro em termos de encontros em território nacional.
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