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Brasil com inflação de 4,18% em abril

Lusa

A inflação anual no Brasil ficou em 4,18% em abril, o menor nível em trinta meses e quase um terço do acumulado em doze meses no mesmo mês do ano passado (12,13%), informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de alta de preços acumulada em doze meses não era tão baixa desde outubro de 2021 (3,91%) e vem caindo gradativamente justamente a partir dos 12,13% que registou em abril de 2022, então a maior em doze anos, segundo o órgão responsável pelas estatísticas do Governo brasileiro.

A inflação no Brasil fechou 2022 em 5,79%, em janeiro caiu para 5,77%, em fevereiro para 5,60%, em março para 4,65% e agora em abril para 4,18%.

A inflação acumulada nos primeiros quatro meses deste ano ficou em 2,72%, bem abaixo dos 4,29% registados no mesmo período de 2022.

Em abril, o índice de preços variou 0,61%, abaixo do registado no mesmo mês do ano passado (1,06%) e também abaixo do medido em março deste ano (0,71%).

A inflação de abril foi prejudicada principalmente pelo aumento dos preços dos remédios (3,55%) depois que o Governo autorizou os laboratórios a reajustarem até 5,60%.

A subida dos remédios fez com que os preços do setor saúde crescessem 1,49% e esse setor teve um impacto de 0,19 ponto percentual na inflação do mês inteiro, ou seja, quase um terço.

A taxa mensal também foi influenciada pela aceleração dos preços dos alimentos, que subiram 0,71% em abril, após terem subido apenas 0,05% em março.

Apesar da tendência de queda da inflação, a taxa segue acima da meta estabelecida para este ano, que é de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto, o que permite que o índice chegue ao máximo de 4,75%.

A previsão dos especialistas é que o Brasil encerre o ano com inflação de 6,02%, razão pela qual ultrapassará a meta pelo terceiro ano consecutivo.

Para combater a alta de preços, o Banco Central brasileiro mantém há vários meses a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, o maior nível desde 2016, apesar das pressões do Governo para reduzi-la devido ao forte efeito negativo do custo do dinheiro sobre o crescimento económico.

O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, tem dito que a forte redução da inflação nos últimos meses não justifica a manutenção dos juros tão altos e chama de “vergonhosa” a política monetária do Banco Central.

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