O evento, prestigiado pelo Presidente da República e Comandante-em-Chefe das FAA, João Lourenço, desde o princípio ao fim, consistiu na realização de uma manobra táctica de brigada, que se consubstanciou na condução de uma operação defensiva, com a realização de contra-ataque e restabelecimento da situação ao longo de uma fronteira estatal.
O exercício remete para um cenário real de guerra, dadas as explosões provocadas pelo uso de munições verdadeiras, por vários meios de guerra, como tanques, canhões, metralhadoras, morteiros e caças.
A realização da manobra táctica, com tiros reais de peças de infantaria do Exército e aviação de caça, resulta da necessidade de se manter altos os níveis de operacionalidade dos sistemas de forças, reforçando a unidade e coesão, com vista à manutenção da prontidão combativa das Forças Armadas Angolanas, partindo do princípio que é durante o tempo de paz que se preparam os exércitos para eventuais conflitos.
Apesar do exercício demonstrar uma defesa de contra-ataque a uma invasão às nossas fronteiras, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general de aviação Altino dos Santos, assegurou que o mesmo não pressupõe que o país esteja na iminência de ver as suas fronteiras violadas.
“Os nossos vizinhos não constituem perigo. Somos parceiros, amigos e estamos em blocos regionais”, destacou o chefe do Estado-Maior General das FAA, assegurando que o país tem meios suficientes para garantir a defesa do território e a sua soberania. “Estamos seguros em termos de fronteiras”, aclarou.
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