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Lula demite por decreto direção de meios públicos de comunicação social

O presidente do Brasil demitiu este domingo, por decreto, a cúpula de todos os meios públicos de comunicação social do país, face à forma como foram cobertas as invasões dos edifícios dos poderes presidencial, legislativo e judicial em Brasília, a 8 de janeiro.

A decisão do gabinete de Lula da Silva foi tomada na passada sexta-feira
A decisão do gabinete de Lula da Silva foi tomada na passada sexta-feira

A decisão do gabinete de Lula da Silva foi tomada na passada sexta-feira e enquadra a nomeação de Kariane Costa, jornalista, como presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, que tutela entidades como a Agência Brasil, a TV Brasil e emissoras nacionais de rádio.

Abre-se assim um processo de transição e de reorganização da EBC que se prolongará por 30 dias, de acordo com um comunicado da Presidência. Na prática, tratar-se-á de substituir responsáveis indicados por Jair Bolsonaro.

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Há uma semana, apoiantes do ex-presidente Jair Bolsonaro tomaram de assalto as sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, onde causaram danos de monta. As investidas foram travadas, ao cabo de várias horas, com uma intervenção policial.Da operação Polícia Militar para reaver o controlo das sedes dos três poderes resultaram perto de 1.500 detenções.

Segundo fontes citadas pelo jornal Folha de São Paulo, a maior parte dos media brasileiros descreveu os apoiantes de Bolsonaro envolvidos nas invasões na capital federal como “vândalos” ou “conspiradores golpistas”. Os meios públicos de comunicação circunscreveram-se à designação “manifestantes”.Na segunda-feira, o principal serviço noticioso da TV Brasil transmitiria declarações do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, vistas como uma provocação por políticos do Partido dos Trabalhadores, formação política de Luiz Inácio Lula da Silva.

O juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afastou, entretanto, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, por 90 dias. Quer o governador quer o ex-secretário de Segurança e antigo ministro da Justiça de Bolsonaro Anderson Torres são suspeitos de terem agido de forma negligente e omissa.

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O antigo ministro da Justiça foi mesmo detido, por ordem foi do Supremo Tribunal Federal, à chegada ao aeroporto da capital federal.

Jair Bolsonaro, que é também alvo de investigação como possível autor intelectual e instigador dos ataques, continua nos Estados Unidos.

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