Grupo imobiliário trabalha narrativas visuais para um nicho de mercado que aprecia raridades, design e qualidade. Os estrangeiros são os principais clientes da imobiliária.
Fantastic Frank já abriu a sua boutique imobiliária em Lisboa. A marca sueca, conhecida no mercado internacional pela criteriosa seleção das residências que compõem o seu portfólio, instalou o seu showroom em Santos-o-Velho, num espaço que foi amor à primeira vista. Enamoramento que é também habitual marcar os clientes desta cadeia, com presença na Alemanha, Dinamarca, Itália, Espanha e Estados Unidos. Tudo porque a Fantastic Frank tem imóveis únicos, repletos de charme e com um design ímpar. A empresa assim o afirma e revistas globais como a Wallpaper, The Spaces, Dwell ou Elle Decor vêm confirmando essa unicidade nas suas páginas.
“Apaixonámo-nos de imediato pelo edifício. É o local perfeito para nós”, diz Lucy Crook, diretora-geral da Fantastic Frank em Portugal. E, dentro da filosofia da marca, apostaram num desenho de loja que capta o olhar e está nos antípodas de uma convencional agência imobiliária. O design de interiores tem o toque da arquiteta da agência, Pilar Saldanha, e é singularizado por detalhes como a iluminação da portuguesa Normo, os móveis da Branca Lisboa, a carpintaria personalizada da Junto, a cerâmica da Cecile M*, a vegetação da Limbo Plants, por um tapete da Flores Textiles, junto com peças de design escandinavo. É “a melhor experiência física da marca Fantastic Frank”, sublinha a responsável.
A abertura da boutique foi o passo que faltava à Fantastic Frank para ganhar maior notoriedade no mercado nacional. A marca chegou a Lisboa ainda grassava a pandemia e esteve até agora em soft launch. Nada que tenha impedido o desenvolvimento do negócio, centrado na venda de propriedades em Lisboa, Cascais e arredores, mas que se estende a todo o país quando os imóveis têm personalidade e caráter distinto para integrar a carteira da imobiliária. “No nosso primeiro ano, tivemos o orgulho de listar propriedades de alguns dos principais arquitetos portugueses, incluindo Aires Mateus e Ricardo Bak Gordon”, aponta Lucy Crook. E, incontornável, é que sem espaço físico não deixaram de vender e fechar negócios na primeira visita.
Uma das principais características que distingue a Fantastic Frank da concorrência é a sua capacidade de contar histórias em imagens. As “imagens funcionam como inspiração e uma ferramenta de vendas altamente eficaz”, frisa Lucy Crook, acrescentando que a equipa não tem dúvidas em considerar que geram “amor à primeira vista”. E para comprovar que desencadeiam essa reação emocional, Lucy Crook lembra que venderam até agora três propriedades na primeira visita. Para obter esse impacto, a empresa criou um estilo fotográfico e uma arte de contar histórias visuais que faz “as pessoas apaixonarem-se pela marca e pelo nosso portfólio”.
Segundo a responsável, cada imóvel é alvo de uma apurada atenção de um coletivo de fotógrafos, designers, estilistas e marcas para que seja criada “uma história que irá inspirar e atrair o perfil certo de comprador”. Como sublinha, “o que realmente nos diferencia é o cuidado e atenção aos detalhes que vão para a produção de cada sessão de fotos”, exige “um verdadeiro esforço de equipa” e um foco na qualidade sobre a quantidade. Até porque “há um certo valor na raridade” e se uma casa “parece única e especial, mais valor e atenção recebe”.
A carteira da Fantastic Frank integra propriedades individuais, novos projetos para desenvolvimento e renovações, e ainda listas secretas. Segundo Lucy Crook, “muitas das oportunidades que temos estão fora do mercado”. Todos os imóveis “são cuidadosamente selecionados para garantir que oferecem ótimo design, ótima arquitetura, ótima localização ou grande potencial”, salienta. O investimento que a marca aplica em marketing gera frequentemente um burburinho captado e amplificado pela imprensa de design e arquitetura, e atrai um público global de amantes do design em todo o mundo. A revista Wallpaper considerou mesmo a marca como “o futuro do mercado imobiliário”. Em Portugal, os imóveis da Fantastic Frank têm encantado nacionais, mas essencialmente estrangeiros, como os norte-americanos, alemães, dinamarqueses, ingleses, franceses, holandeses e espanhóis.
A Fantastic Frank foi criada em 2010, em Estocolmo, com o objetivo de preencher o que os fundadores consideravam uma lacuna no mercado imobiliário: uma maior atenção ao design e à narrativa visual. A Portugal chegou pelas mãos do britânico Tariq El-Asad, profissional com mais de 15 anos de experiência no ramo, que identificou a existência de uma crescente procura por este género de propriedades, que não estava devidamente explorada.