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Woodside admite possibilidade de gasoduto do Greater Sunrise para Timor-Leste

A petrolífera australiana Woodside admitiu hoje que está a reconsiderar a possibilidade de um gasoduto dos campos do Greater Sunrise para a costa sul de Timor-Leste, no que representa uma viragem na posição da empresa.

“Ao longo dos anos, olhámos de várias formas diferentes para o Greater Sunrise. Fizemos estudos técnicos para compreender a viabilidade de atravessar o fosso [no mar de Timor]”, disse presidente executiva da empresa, Meg O’Neill, num encontro com investidores, noticiou o portal Energy Voice.

“Esses estudos sempre indicaram que, com a vontade certa, a engenharia certa, o plano de execução certo, se poderia executar esse trabalho. O desafio eram as questões económicas”, afirmou.

O’Neill disse aos investidores que as instalações modulares de processamento de GNL [Gás Natural Liquefeito] são agora mais baratas e mais rápidas de construir do que no passado, podendo ser usadas para o potencial desenvolvimento do projeto em Timor-Leste.

A responsável da empresa referiu que a Woodside voltou a colocar o desenvolvimento dos campos de Greater Sunrise e de Browse na agenda, citando a necessidade de fornecimento de gás natural a longo prazo, especialmente na Ásia.

Até aqui, a empresa tem insistido que o processamento do gás seja feito em Darwin recorrendo a um gasoduto que já existe no mar de Timor e que foi ‘alimentado’ pelo poço Bayu Undan, cuja produção está agora prestes a terminar.

A empresa, vincou O’Neill, “reconhece agora a importância de um desenvolvimento ‘onshore’ em Timor-Leste para o desenvolvimento do país”, pelo que a Woodside reabriu o diálogo sobre as potenciais opções de desenvolvimento do Greater Sunrise.

A petrolífera timorense Timor GAP detém 56,56% do capital do consórcio do Greater Sunrise, na qual participação ainda a Woodside (a operadora) com 33,44% e a Osaka Gás com 10%.

O acordo de fronteira marítima permanente entre Timor-Leste e a Austrália determina que o Greater Sunrise, um recurso partilhado, localizado a 150 quilómetros de Timor-Leste e a 450 quilómetros de Darwin, terá que ser dividido, com 70% das receitas para Timor-Leste no caso de um gasoduto para o país, ou 80% se o processamento for em Darwin.

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