Início » Rita Vian: “Saltar de um grande palco para outro mais pequeno traz-me equilíbrio para tudo”

Rita Vian: “Saltar de um grande palco para outro mais pequeno traz-me equilíbrio para tudo”

Pedro Sequeira

O primeiro disco, CAOS”A, tem apenas um ano e meio mas já lhe abriu as portas de alguns dos principais festivais em Portugal. A cantora portuguesa, de 31 anos, que sempre viu na escrita uma forma de resolver sentimentos, fala do prazer que ainda sente em se dar a conhecer ao público. Casa da Música e Museu do Oriente são as próximas paragens

Vodafone Paredes de Coura, NOS Alive, Bons Sons, Festival F e agora o Misty Fest com concertos na Casa da Música (sábado, dia 5) e no Museu do Oriente (domingo, 6). Foram vários os grandes palcos onde atuou desde que lançou o EP de estreia, CAOS”A, em junho de 2021. Era esta a meta que tinha definido ou não imaginava que acontecesse tudo assim, tão rápido?
Não, não imaginava e ainda bem. Foi um salto muito grande que dei, ao trazer a público um pouco das minhas questões existencialistas – quem me conhece, sabe que são um traço muito forte da minha personalidade -, apesar de ser uma pessoa bastante reservada. Trazer isso para a minha música, e num primeiro trabalho, era um pouco uma incógnita, no sentido em que tu nunca sabes como é que isso se traduz para pessoas que não te conhecem ou como é que se traduz na própria música, porque é preciso algum tempo e distância para entender a sua sonoridade. Por isso, cada passo, cada palco, foi uma surpresa. E sempre sem criar muitas expectativas.

E isso trouxe alguma ansiedade?
Sim, principalmente porque mudei de vida de uma forma muito abrupta. Foi tudo muito rápido e também tive de tomar o meu tempo para processar, isolar-me um pouco para compreender tudo. Mas vendo sempre o lado positivo.

Nesta fase ainda passa das grandes audiências dos festivais para outras bem mais pequenas. O que retira de uma e outra experiência?
Na verdade, essa é a melhor parte: o contacto com a realidade. Ir a um sítio e perceber que muitas das pessoas ali presentes estão a conhecer-te e a ouvir-te pela primeira vez. Há casos em que se tratam de concertos municipais, em que estamos num determinado ponto da cidade, e o público é quem circula por ali, com toda a liberdade para escolher se fica a assistir ou não. E ver muitas vezes a surpresa na cara das pessoas, a atenção às letras, a curiosidade que as leva a pararem ali um bocado a observar e a ouvir-me, é o que me mais me traz a sensação de percurso, de estar a fazer a coisa certa, de ser capaz de cativar aquelas pessoas. Essa décalage entre ir a um palco muito grande no início de carreira e depois, no dia a seguir, estar num palco muito pequeno traz-me equilíbrio para tudo.

Leia mais em Diário de Notícias

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website