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Urnas eletrónicas confiáveis e processo satisfez “requisitos internacionais”

Lusa

A missão da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da CPLP concluiu que as eleições gerais no Brasil “satisfizeram os requisitos internacionais” e as urnas eletrónicas foram seguras e confiáveis

A Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP) às Eleições Gerais no Brasil composta por técnicos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste foi integrou um conjunto de mais de 100 observadores internacionais que supervisionaram o processo eleitoral que decorreu no domingo no Brasil.

Na declaração preliminar da missão, a que a Lusa teve acesso, indica-se que a “utilização de meios eletrónicos de votação, nas condições concretas observadas e submetidos a um processo de validação publicamente conhecido, revelou-se segura, confiável e expedita”.

Na mesma nota, sublinha-se ainda que não foram vislumbrados “procedimentos suscetíveis de pôr em causa a transparência e a verdade da votação”.

À Lusa, o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Portugal, João Almeida, que esteve presente em Brasília para acompanhar o processo, deixou elogios à velocidade do processo de cotagem dos votos, com as urnas a fecharem às 17:00 e a contagem praticamente terminada quatro horas depois.

“Os resultados são conhecidos praticamente no mesmo tempo que os nossos [portugueses] resultados da eleição”, disse, acrescentando: “O sistema é muito eficiente”.

Ao longo dos últimos meses a campanha do Presidente brasileiro denunciou e levantou dúvidas em relação às urnas eletrónicas.

A ROJAE-CPLP concluiu ainda que “as eleições gerais no Brasil, sob o ponto de vista organizacional, decorreram, fundamentalmente, em conformidade com os preceitos legais aplicáveis e satisfizeram os requisitos internacionais”.

Uma conclusão idêntica à partilhada na véspera pelo Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)que garantiu que as autoridades cumpriram a missão de trazer transparência às eleições.

“Saímos com a certeza que a justiça eleitoral cumpriu novamente a sua missão de trazer transparência”, declarou, em Brasília, Alexandre de Maraes.

Com 99,99% das secções eleitorais apuradas, o candidato presidencial do Partido dos Trabalhadores, Luís Inácio Lula da Silva, tinha 48,43% dos votos, contra 43,2% de Jair Bolsonaro.

Os dois candidatos disputam uma segunda volta no próximo dia 30 de outubro.

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