Paredes de Coura: o amor é um tubarão aos pés - Plataforma Media

Paredes de Coura: o amor é um tubarão aos pés

Segundo dia do festival Vodafone Paredes de Coura foi um exagero de géneros estilísticos. Houve os bons, houve os maus e até houve vilões.

É oficial: os Beach House cristalizaram e parecem uma banda presa em âmbar. É público e foi notório: os Idles deram o melhor concerto do 2.º dia, foi uma coisa desmedida e brutal.

A começar pelo fim: os Viagra Boys, um sexteto de cowpunk de Estocolmo, tocaram terrivelmente tarde (no Primavera Sound Porto de 2019 tocaram terrivelmente cedo) e só acabaram depois das 3 da manhã. Pareciam um bocadinho mais bêbados do que o costume, sobretudo o vocalista Sebastian Murphy. “Wow, que bela multidão”, disse ele a mirar o público que enchia o palco pequeno Vodafone FM e transbordava, enquanto cofiava a pança e caminhava de costas excessivamente direitas, como Jardel na sua fase final.

“É a nossa segunda vez aqui no Porto, gostamos muito”, continuou Murphy, com excesso de confiança, a espalhar-se ao comprido na geografia, “não, praticamente ainda nem bebi”, explicou-se e agachou-se, a agarrar na lata da cerveja enquanto continuava a fitar-nos e a destilar deboche. E depois atacou “Troglodyte”, antes tocara “I ain”t nice”, e depois “Just like you”, uma canção toda armadilhada de ironia em que ele dá graças por “nunca se ter extraviado, por nunca ter ido pelo caminho errado, por não ser um perdedor, ou um viciado ou algum tipo de psicopata assim como tu”.

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