Depois das quedas acentuadas durante a pandemia, 2022 ainda não vai ser o ano da retoma global ao nível do emprego jovem. A conclusão está num relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a propósito do Dia Internacional da Juventude, que se assinala esta sexta-feira. As estimativas da OIT são de que o desemprego atinja, este ano, 73 milhões de jovens em todo o mundo, valor ainda acima do registado em 2019.
Também a percentagem de jovens “nem nem”, ou seja, que não trabalham, não estudam nem estão em formação está num nível particularmente elevado, e são muito mais em todo o mundo desde 2020. O primeiro ano da pandemia fez crescer esta fatia da população para mais de 23% globalmente, num aumento como não se via há pelo menos 15 anos.
Sobre os “nem nem” os últimos números são precisamente de 2020, mas no caso do desemprego as estimativas da OIT chegam aos dias de hoje para concluir que a pandemia veio agravar os desafios laborais daqueles que têm entre 15 e 24 anos, sendo este o grupo etário mais penalizado pela Covid-19 no que ao trabalho diz respeito.
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