O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, propõe cinco medidas de emergência destinadas à indústria, ao setor da eletricidade e do gás e aos Governos da União Europeia (UE) para coordenar a ação, mas também aos consumidores para reduzir a temperatura do aquecimento e aumentar a temperatura do ar condicionado.
“Se tais medidas não forem implementadas agora, a Europa estará numa posição extremamente vulnerável e poderá enfrentar cortes e reduções muito mais drásticas mais tarde”, adverte FatihBirol numa mensagem emitida numa semana em que a UE-27 deverá adotar uma posição comum sobre o desafio dos cortes na oferta russa.
A Europa deve agora fazer “tudo o que puder” para reduzir o risco de cortes e racionamentos no inverno “quando os cidadãos mais vulneráveis menos se podem dar ao luxo de passar sem o mesmo” e sem abandonar o rumo da transição energética.
Para o efeito, o diretor executivo da AIE propõe cinco pontos de ação: estabelecer plataformas de leilões de gás para incentivar a redução da procura industrial; minimizar o consumo de gás para a produção de eletricidade, por exemplo, utilizando temporariamente como alternativa centrais de carvão, petróleo e energia nuclear; maior coordenação entre os operadores energéticos em toda a Europa para reduzir os picos de consumo, uma vez que é durante os mesmos que as centrais elétricas alimentadas a gás são mais utilizadas para produzir eletricidade.
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