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Uber usou práticas ilícitas para expandir negócio, revela investigação

Emmanuel Macron, Joe Biden, Mark Rute são alguns dos nomes que constam da rede de lóbi criada para expandir o negócio da empresa de mobilidade, agora exposta pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.

A empresa norte-americana Uber concebeu uma estratégia de expansão que recorreu a lóbi político junto de governos, mas também formas ilícitas para ludibriar autoridades, revela um trabalho do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, no domingo divulgado.

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A investigação Uber Files do ICIJ (sigla do consórcio em inglês) – que envolveu 40 meios de comunicação em 29 países (Portugal não está nesta lista de media partners, embora o caso português tenha sido abordado), analisando mais de 124 mil documentos – concluiu que, entre 2013 e 2017, o então CEO, Travis Kalanick, deu aval a uma estratégia que explorava a violência contra motoristas dos Uber para promover a imagem da empresa contra os taxistas e os governos que criavam problemas ao seu negócio.

A Uber criou igualmente uma complexa teia de lóbi que se espalhava desde magnatas dos meios de comunicação a primeiros-ministros, passando por ministros, funcionários governamentais e oligarcas, tudo para que a empresa conseguisse expandir o seu negócio, segundo a investigação jornalística que reuniu quase 200 jornalistas.

Leia mais em: Dinheiro Vivo

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