Covid na China e guerra derrubam petróleo abaixo de US$ 100 -

Covid na China e guerra derrubam petróleo abaixo de US$ 100

Nesta terça-feira (15), empresas da China continental listadas na Bolsa de Hong Kong atingiram os menores patamares desde 2008, afundando as ações chinesas para mínimas em 21 meses.

O desempenho sucede o aumento de casos de Covid-19, que ameaça as perspectivas para a segunda maior economia do mundo e reacende o temor de novos gargalos na cadeia de suprimentos global.

Segundo analistas ouvidos pela agência Reuters, a crise na Ucrânia também pesava no sentimento, ressuscitando temores sobre o aumento das diferenças entre Pequim e Washington. Nesta semana, os Estados Unidos levantaram preocupações sobre o alinhamento da China com a Rússia, levando investidores globais a abandonar ações chinesas listadas no exterior.

Se os americanos estão sugerindo que há um risco de que a China agora apoie a Rússia, então a mensagem é “ou você está conosco ou contra nós”, disse, ao Financial Times, um administrador de uma gestora de ativos de Hong Kong, acrescentando que “tem sido um trajeto difícil [para] os mercados já nesta semana”.

A frustração do mercado com a decisão do banco central do país de não reduzir uma importante taxa de juros também entra na equação. A maioria dos analistas esperava um corte de 0,1 ponto percentual na taxa MLF, instrumento de empréstimo de médio prazo para instituições financeiras. No entanto, o Banco do Povo da China disse que irá manter os juros em 2,85%.

“Com as perspectivas de curto prazo escurecendo em várias frentes, achamos que é apenas questão de tempo para que [o banco central] retome seus cortes nas taxas”, disse, ao Financial Times, Julian Evans-Pritchard, economista sênior para a China na consultoria Capital Economics, que espera que o banco central reduza as taxas em 0,2 ponto percentual no primeiro semestre deste ano.

Com isso, as ações na China caíram 5% nesta terça-feira (15), levando as perdas anuais para perto de 20%.

Leia mais em Folha de S. Paulo

Artigos relacionados
AngolaSociedade

“Caçadores de óbito”, os truques para matar a fome em Luanda à custa dos funerais

ChinaPolítica

China diz que a sua posição sobre o conflito é "imparcial"

ChinaPolítica

China recusa ser "afetada" pelas sanções à Rússia

Política

Zelensky: "Rendam-se, damo-vos uma oportunidade de viver"

MundoPolítica

Militares russos e guardas ucranianos controlam centrais

Assine nossa Newsletter