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FMI procura concluir acordo com a Argentina ‘o mais rápido possível’

AFP

O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou esta quinta-feira o desejo de chegar a um acordo definitivo com a Argentina “o mais rápido possível” para refinanciar a dívida bilionária do país, revelando que há “debates intensos” para consegui-lo

Em 28 de janeiro, o pessoal técnico do FMI e o governo de centro esquerda do presidente Alberto Fernández chegaram a um pré-acordo para renegociar uma dívida de 44 bilhões de dólares, em troca de reformas econômicas, inclusive uma redução gradual do déficit orçamentário (atualmente de 3% do PIB), com o objetivo de voltar ao equilíbrio em 2025.

“Não tenho um cronograma em termos do acordo, mas estamos trabalhando muito intensamente, assim como as autoridades argentinas. Estamos trabalhando em estreita colaboração e buscaremos fazer isto o mais rápido possível”, disse a jornalistas o porta-voz do FMI, Gerry Rice.

“O que estamos vendo é uma abordagem realista e pragmática para desenhar um programa confiável, que possa abordar a estabilidade macroeconômica da Argentina e começar a abordar os desafios profundamente arraigados que o país enfrenta”, explicou, negando-se a dar detalhes sobre as discussões.

Rice disse não ter uma data para o eventual envio de uma missão do FMI à Argentina.

Tampouco respondeu se o FMI aceitaria adiar um próximo vencimento da dívida de cerca de 2,9 bilhões de dólares em março se o novo acordo não estiver aprovado na ocasião.

“Não especularia sobre outras alternativas”, disse.

O governo de Fernández pagou recentemente vencimentos do empréstimo: uma cota de capital de mais de 700 milhões de dólares em 28 de janeiro, e 370 milhões de dólares em juros em 4 de fevereiro.

A Argentina recebeu cerca de 44 bilhões de dólares de um empréstimo de 57 bilhões de dólares aprovado em 2018 durante o mandato do presidente de centro direita de Mauricio Macri. O acordo exigia desembolsos de 19 bilhões de dólares a partir de 2022 e de US$ 20 bilhões em 2023, algo “insustentável” segundo o governo de Fernández.

Os debates atuais entre o FMI e as autoridades argentinas se referem em particular ao calendário de pagamentos.

Rice lembrou que o pré-acordo anunciado em 28 de janeiro inclui um consenso sobre a “via fiscal que melhoraria de forma sustentável as finanças públicas e reduziria o financiamento monetário”, assim como a “redução duradoura dos subsídios à energia” e a “mobilização de apoio externo para fortalecer a resiliência da Argentina”.

O próximo passo, disse, será concretizar o acordo, que deverá finalmente ser aprovado pela diretoria-executiva do FMI antes da ratificação no Congresso argentino.

Na semana passada, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pediu concentração na finalização dos termos do acordo e implementá-lo, afirmando que não há “alternativa”.

“Nosso foco principal é tirar a Argentina deste caminho muito perigoso de inflação alta”, disse a jornalistas.

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