Os fatores mais decisivos para viajar na era pós-covid

por Filipa Rodrigues

Da segurança ao alojamento, passando pelos transportes. Estes são os fatores que portugueses mais valorizam na hora de marcar viagem no pós-covid-19, segundo um estudo feito pela Universidade de Coimbra

A segurança será um aspeto ainda mais decisivo para a escolha do destino de férias após a pandemia de covid-19, revelou um estudo de investigadoras da Universidade de Coimbra (UC) hoje divulgado.

As conclusões do estudo, conduzido por Catarina Gouveia e Cláudia Seabra, investigadoras do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT), classificaram a segurança como “um fator fundamental a considerar na recuperação da indústria turística”.

As autoras adiantaram que a pandemia de covid-19 teve um efeito muito significativo na perceção de segurança para a prática das várias atividades turísticas.

“Em termos globais, os turistas indicam uma perceção de risco mais elevada para a prática de todas as atividades turísticas e de lazer, destacando-se as praticadas em espaços fechados ou de dimensão reduzida, ou seja, com maior aglomeração de pessoas, principalmente os parques de diversões ou temáticos, concertos e espetáculos, eventos desportivos, centros urbanos/históricos, compras em centros e ruas comerciais, casinos e casas de jogo, discotecas e locais de entretenimento noturno”, afirmou Cláudia Seabra, citada em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A também docente da Faculdade de Letras da UC observou, por outro lado, que atividades ligadas à natureza, como a prática desportiva ou deslocações a praias oceânicas e fluviais, “apesar do impacto negativo da pandemia, são, ainda assim, consideradas atividades menos inseguras”.

Visitas a galerias de arte, museus e monumentos e a ida a restaurantes “são igualmente atividades consideradas menos inseguras, apesar da perceção de segurança na sua prática ter-se reduzido após a pandemia”, frisou Cláudia Seabra.

O estudo envolveu 320 turistas que visitaram a região Centro ao longo de sete meses – entre novembro de 2020 e maio de 2021 – na maioria (98,4%) de nacionalidade portuguesa.

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