Partido Democrático decide em convenção candidato a Presidente

Partido Democrático decide em convenção candidato a Presidente

O Partido Democrático (PD) timorense anunciou hoje que dois líderes do partido, o presidente Mariano Sabino e o presidente da Comissão Política Nacional, Adriano do Nascimento, estão “disponíveis” como candidatos às eleições presidenciais previstas para março

O Partido Democrático decide em convenção qual o candidato presidencial. “Os dois candidatos vão fazer um debate sobre a sua visão para a Presidência da República durante a Convenção Nacional no próximo dia 15”, anunciou o secretário-geral do PD, António da Conceição, em conferência de imprensa.

“O Conselho Superior analisou a disponibilidade de dois candidatos prontos para competir em nome do partido, cabendo à Convenção Nacional decidir qual dos dois candidatos será candidato nacional”, considerou.

António da Conceição sublinhou que a convenção é um “exercício democrático” do qual sairá um único candidato, cabendo ao outro “respeitar a decisão”.

“Como quadros superiores do PD queremos contribuir para implementar a democracia, num processo de educação da sociedade e por isso vamos promover apenas um candidato único”, afirmou.

“Tenho a certeza de que se a decisão for para um, o outro terá que aceitar e submeter-se”, sublinhou.

António da Conceição rejeitou o argumento de que a apresentação de dois nomes indiciava a existência de fações ou divisões dentro do PD, considerando que o partido tem dado testemunho da sua ação política.

“Manifestamos a nossa diferença, mas estamos unidos em resultados e por isso mesmo a candidatura dos dois é uma demonstração da democracia que também existe no PD”, afirmou.

Mariano Sabino disse que a candidatura é “de responsabilidade” e que o PD continua empenhado no seu princípio de contribuir para o fortalecimento do Estado.

“A candidatura não é do PD. O PD disponibiliza os candidatos ao serviço do povo, mas não é apenas uma candidatura nossa, é uma candidatura nacional, para todos”, explicou.

“Por isso a candidatura não usará o símbolo do partido, porque traduz a responsabilidade e compromisso com o povo. O Presidente da República é símbolo da República Democrática de Timor-Leste e representa todo o povo, por isso a candidatura é aberta a todos”, enfatizou.

Também Adriano do Nascimento vincou o objetivo maior de “dinamizar a democracia” no partido e no país, seguindo-se mecanismos democráticos e que, por isso, abrem a porta a mais do que um potencial candidato.

“E a eleição do Presidente não é o objetivo único para o PD na sua batalha político-partidária. O objetivo também é a eleição parlamentar e o partido tem que ser um partido que acomoda a aspiração do povo e participa no processo de construção do Estado e do desenvolvimento nacional”, afirmou.

O anúncio das duas candidaturas a candidato presidencial surge depois de uma reunião do Conselho Superior do PD, em que foi analisada a situação política e as eleições presidenciais, cuja data deve ser decretada pelo atual chefe de Estado, Francisco Guterres Lú-Olo, a 15 de janeiro.

O voto está previsto para o mês de março.

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