Angola investiga presença de nova estirpe de Covid-19 - Plataforma Media

Angola investiga presença de nova estirpe de Covid-19

As autoridades angolanas manifestaram ontem preocupação com o aumento exponencial de casos de covid-19, nos últimos cinco dias, admitindo a possibilidade de se estar em presença de uma nova estirpe ou da variante Ómicron

Angola investiga a presença de uma nova estirpe de Covid. Numa declaração sobre o aumento dos casos de covid-19, o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, disse que o país vem registando um agravamento da situação epidemiológica da covid-19.

“Regista-se uma tendência crescente de casos positivos no país, o que nos dá a sensação de que estamos perante uma nova estirpe da covid-19”, disse Francisco Furtado.

O governante angolano salientou que a situação que se vive no país “inspira cuidados”, não restando dúvidas de que se está perante a quarta vaga da pandemia covid-19 em Angola.

“Existe uma forte probabilidade de estarmos perante a presença de uma nova variante do vírus, podendo ser o Ómicron, que não podemos afirmá-la ainda em virtude de não termos resultados laboratoriais dos testes enviados para laboratórios especializados no exterior do país”, disse.

Francisco Furtado disse que os casos registados em Luanda nos últimos dias, particularmente na terça-feira, quando foram registados 480 casos, demonstram que a capital angolana, com 90% dos casos notificados nas últimas 48 horas, é o epicentro da situação atual.

“A título de exemplo, de ontem para hoje realizaram-se rastreios em determinadas instituições públicas, unidades hospitalares, clínicas privadas e em centros de saúde e a situação é bastante preocupante”, frisou.

O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República disse que se prevê para os próximos dias uma proposta de alteração pela Comissão Multissetorial de algumas medidas vigentes no Decreto 280, em vigor desde o dia 15 deste mês e que devido ao “relaxamento registado, pelo comportamento observado pelas populações nos diversos setores” se previa um acréscimo significativo de casos de covid-19 no país.

“De um modo geral pensamos que as medidas contidas no decreto 280/21 de 29 de novembro vão continuar válidas até uma possível atualização, no entanto, chamamos a atenção sobre as medidas que vão ser tomadas de fiscalização e medidas punitivas para os incumpridores das medidas de biossegurança e de todas as medidas estabelecidas no decreto presidencial vigente”, frisou.

 Por sua vez, a ministra da Saúde angolana, Sílvia Lutucuta, disse que o país registou, nas últimas 24 horas, 633 novos casos, dos quais 604 em Luanda, três óbitos, em pessoas com idades entre os 15 e 29 anos, e 15 recuperados.

“Estamos preocupados com o número crescente e assustador de casos que acabámos de apresentar e estamos de facto com uma propagação muito rápida da doença”, salientou.

Sílvia Lutucuta disse que em breve poderão sair os resultados sobre que estirpe está em circulação no país.

“Acreditamos que possamos ter no nosso seio a estirpe Ómicron, como também pode ser uma nova estirpe, por isso não devemos baixar a guarda e lembrarmo-nos que temos circulação comunitária do vírus”, destacou.

Leia também: Angola reforça stock de vacinas contra a Covid-19

A titular da pasta da Saúde em Angola afirmou que os relatos nos últimos dias de pessoas com dor de garganta, febre, dores articulares, corrimento nasal, perda do olfato e sintomas parecidos a outras doenças, como gripe e malária.

“Temos estado a testar, muitos destes casos têm testado positivo, a maioria são mesmo casos de covid-19. Quer dizer que se tiver estas manifestações clínicas deve dirigir-se ao hospital”, aconselhou a ministra.

A governante angolana disse que o país tem capacidade para testar outros vírus, além da covid-19, com destaque para os vírus respiratórios, e até aqui não foram encontrados nas amostras testadas nenhum caso de HN1 ou outros vírus similares.

Angola regista um total de 67.170 casos positivos, 63.894 recuperados, 1.564 casos ativos e 1.743 óbitos.

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