Estudo analisou comunidade de emigração e revela que vontade de regresso é legitimado por fatores como a família ou clima e não tanto pelo emprego ou benefícios sociais
Uma análise às expectativas de regresso dos emigrantes portugueses em França, Luxemburgo e Alemanha revelou que a família e o clima são os principais motivos para quererem voltar, ao contrário do emprego e dos benefícios sociais.
Expectativas de regresso dos portugueses residentes na União Europeia é o nome do estudo apresentado esta sexta-feira, 22 de outubro, durante a Conferência “Regresso de emigrantes portugueses: expectativas e experiências na União Europeia”, promovida pelo Observatório da Emigração. Apresentado por Pedro Candeias, o estudo analisou as expectativas dos portugueses que residem em França, Luxemburgo (onde a emigração portuguesa é mais antiga) e Alemanha, com uma emigração mais recente, oriunda de Portugal. Contribuíram para este estudo respostas de 302 pessoas em França, 167 do Luxemburgo e 139 a residirem na Alemanha.
Na Alemanha, mais de metade dos emigrantes inquiridos tinha um doutoramento e mestrado, sendo mais significativa a presença de mulheres emigrantes portuguesas.
Os portugueses residentes nestes três países elegem os serviços sociais, a saúde, a segurança social, a componente económica (profissão e rendimento) como aqueles que lhes proporcionam maior satisfação.
No polo oposto, o clima e a vida social, com o primeiro a influenciar o segundo, são os mais negativos.
Os emigrantes portugueses revelam-se mais satisfeitos na Alemanha, seguindo-se os que vivem no Luxemburgo e finalmente em os que residem em França. Em França, pesa a insatisfação com a segurança pública e a situação política.
Questionados sobre a vontade de regressar a Portugal, todos os inquiridos disseram que pretendem ficar no país onde estão a residir, com metade a dizer que planeiam voltar no prazo de dez anos.
Sobre o regresso, os que residem em França são os que mais querem voltar para “a terra” onde viviam.
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