Moçambique: Forças governamentais atacam e recuperam base em Muidumbe – Exército - Plataforma Media

Moçambique: Forças governamentais atacam e recuperam base em Muidumbe – Exército

O vice-chefe de Estado-Maior General anunciou hoje que as Forças Armadas moçambicanas atacaram e recuperaram uma base dominada por insurgentes no distrito de Muidumbe, na província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique.

“As nossas forças atacaram a base de Chinga e a ocuparam”, disse Bartolino Capitine, falando durante a cerimónia de encerramento de um curso de formação de comandante na província de Nampula, também no Norte do país.

O vice-chefe de Estado-Maior General não avançou detalhes sobre a operação, garantindo apenas que é “uma satisfação” para as forças governamentais que, com o apoio de militares do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), desdobram-se para travar grupos insurgentes em Cabo Delgado.

A base de Chinga está localizada a seis quilómetros da vila de Namacande, a sede do distrito de Muidumbe, que está entre os mais afetados pelas incursões dos grupos armados que têm aterrorizado o norte da província desde 2017.

“Os ataques armados, protagonizados por grupos terroristas, são sem dúvida o maior desafio do momento para a nossa instituição”, frisou Bartolino Capitine.

A luta contra os insurgentes em Cabo Delgado ganhou um novo impulso, quando em 08 de agosto forças conjuntas de Moçambique e do Ruanda reconquistaram a estratégica vila portuária de Mocímboa da Praia, que estava nas mãos dos rebeldes há mais de um ano e que era considerada “base” destes grupos armados, tendo sido o local onde os rebeldes protagonizaram o seu primeiro ataque em outubro de 2017.

Os ataques armados por insurgentes em distritos do norte de Cabo Delgado provocaram mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas.

Além do Ruanda, Moçambique tem agora apoio da SADC, num mandato de uma “força conjunta em estado de alerta” aprovado em 23 de junho, numa cimeira extraordinária da organização em Maputo que debateu a violência armada naquela província, havendo militares de alguns países-membros já no terreno.

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