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Refugiados afegãos na UE. “Retórica populista e restritiva continua a imperar”

Rui Carvalho Araújo com Carolina Quaresma

Para a investigadora Susana Ferreira, Portugal deve seguir a política de abertura que tem vindo a cumprir.

A União Europeia ainda tem muito que aprender com a última crise migratória de 2015. A opinião é de Susana Ferreira, investigadora da Universidade de Nebrija, em Madrid. Há já alguns países que se mostraram indisponíveis para receber refugiados afegãos, como a Grécia e a Turquia, que estão mesmo a erguer muros para evitar a entrada de quem foge do Afeganistão.

Para Susana Ferreira, as ideias populistas continuam a falar mais alto.

“Vemos, claramente, pelas reações dos diferentes líderes europeus que a retórica populista e restritiva continua a imperar contra os princípios consagrados nos tratados da União Europeia e reforçados no Pacto das Migrações, aprovado em setembro de 2020, que falava já na criação de um mecanismo ativo de solidariedade e prevê ações flexíveis para os Estados membros”, afirma em declarações à TSF.

Susana Ferreira considera “que desde 2020 os passos que se deram neste sentido foram poucos ou quase inexistentes, pelo que a nível de lições que se pudessem tirar da crise de 2015 ainda há muito a aprender”.

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