França já pediu a Israel a realização de uma comissão inquérito ao uso do software para espiar chefes de Estado.
As autoridades alemãs classificaram como “alta” a ameaça potencial de espionagem com o ‘spyware’ israelita Pegasus, enquanto Marrocos, acusado de ter usado indevidamente o programa, multiplica os processos judiciais por difamação.
A Agência Federal de Segurança de Tecnologia da Informação da Alemanha (BSI) classificou a ameaça representada pelo Pegasus de nível dois, numa escala de quatro, o que significa que empresas, autoridades e utilizadores devem inspecionar os seus dispositivos, revelou hoje o jornal semanário Der Spiegel.
“O potencial de ameaça pode ser classificado como alto, principalmente porque as versões atuais do iOS e do Android ainda são consideradas vulneráveis”, alertou a BSI, referindo-se aos sistemas operacionais mais usados em dispositivos móveis.
No entanto, a agência alemã admite que os ataques realizados com o programa Pegasus são dirigidos “a alvos individuais e não (constituem) uma campanha de distribuição em massa”, acrescentando que “devido ao profissionalismo dos agressores, a implementação seletiva de medidas preventivas de proteção é muito difícil”.