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Bolsonaro despede-se do “amigo” Netanyahu e promete permanecer ao lado de Israel

Lusa

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, despediu-se na segunda-feira do seu “grande amigo” Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro de Israel e prometeu continuar ao lado do povo judeu com o sucessor no cargo, o ultranacionalista Naftali Benet

“Agradeço a Netanyahu, meu grande amigo, pelo ótimo trabalho que pudemos desenvolver juntos no fortalecimento da parceria entre os nossos países e na promoção do bem-estar dos nossos povos. Tenho certeza de que a sorte e o seu imenso talento não lhe faltarão nesta nova etapa”, escreveu Bolsonaro na rede social Twitter.

O chefe de Estado brasileiro “deu as boas-vindas” ao novo Governo de Israel e “desejou sucesso” ao primeiro-ministro Benet e ao ministro das Relações Exteriores Yair Lapid, a quem felicitou por formarem a coligação que tirou Netanyahu do poder após doze anos.

“Estejam certos de que o Brasil não faltará a Israel e aos judeus”, acrescentou Bolsonaro.

Horas antes, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil já tinha divulgado um comunicado no qual felicitou Benet e Lapid, em quem confia “para continuar a fortalecer os laços de amizade que unem Brasil e Israel e para trabalhar” “em favor das relações bilaterais”.

O Brasil enfatizou que desde que Bolsonaro assumiu o poder, em janeiro de 2019, “as relações com Israel foram elevadas a um novo nível de prioridade.”

Desde que Bolsonaro chegou à Presidência, a equipa diplomática do líder da extrema-direita brasileira estabeleceu como objetivo principal uma aproximação aos Estados Unidos e a Israel, liderados na época por Donald Trump e Benjamin Netanyahu, respetivamente.

No entanto, o objetivo ficou comprometido com a derrota de Trump nas eleições norte-americanas de novembro de 2020, em favor do democrata Joe Biden, e agora com a saída de Netanyahu, após doze anos consecutivos como primeiro-ministro israelita.

No caso das relações com Israel, Bolsonaro prometeu, antes de assumir a Presidência do Brasil, a transferência da Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, decisão polémica que até agora não se concretizou.

Até ao momento, o seu Governo só abriu, em dezembro de 2019, um escritório comercial na Cidade Santa.

Fruto dessa aliança, o executivo de Bolsonaro também quebrou a tradição diplomática brasileira recente no contexto do conflito com a Palestina, ao rejeitar na Organização das Nações Unidas (ONU) o que considera um “tratamento discriminatório contra Israel”.

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