Modo elétrico a dominar o crescimento da mobilidade inteligente

Modo elétrico a dominar o crescimento da mobilidade inteligente

O modo elétrico está cada vez mais a tornar-se uma opção quando se fala de mobilidade.

Uma maior consciencialização ambiental, ajudada pela evolução deste tipo de automóveis e das infraestruturas necessárias para os carregamentos, leva ao crescimento da venda de veículos elétricos. 

No Passeio Marítimo de Carcavelos é possível experimentar o melhor destes carros, mas também conhecer soluções para carregamentos, uma área em que a EDP Comercial tem apostado fortemente.

A empresa conta atualmente com 340 pontos de carregamento público e até ao final do ano serão mais 380. Porém, Gonçalo Castelo Branco, Diretor de Mobilidade Inteligente da EDP Comercial, destaca como o carregamento público representa apenas 20% das necessidades de utilização: “80% irá ser no domínio privado, de casa e para o trabalho. A EDP está a desenvolver um conjunto de soluções de carregamento para esses locais”, referiu.

O responsável esclareceu como a empresa está a alargar a gama residencial e no passeio marítimo é possível conhecer a nova wallbox, que será lançada no mercado até ao final de novembro. Entre as funcionalidades que disponibiliza, Gonçalo Castelo Branco salientou a gestão da potência. “Ligando um carro elétrico a essa instalação, existe esse acrescento de necessidade de potência. O que esta wallbox vai permitir é fazer uma gestão da potência. À medida que a casa vai consumindo, o carro utiliza a energia remanescente, a que fica disponível para o carregamento. Tudo isto é configurável”, explicou.

Ou seja, evita aquela experiência de o quadro elétrico se desligar quando se tem demasiados aparelhos ligados para a potência que se contratou. “A wallbox permite carregar uma potência de 3,7 a 22 kw, portanto abrange a gama total que se pode considerar no segmento residencial. E é um equipamento que passa a ter comunicação”, acrescentou. A informação é transmitida através de Wi-Fi ou Bluetooth para a aplicação que permite que haja uma gestão dos carregamentos.

“Os tarifários de mobilidade elétrica EDP, tanto os de casa, como os de carregamento público, são 100% verdes. São 100% de origem renovável e isso é muito importante quando queremos assegurar esta transição. Não ter só o veículo elétrico, mas garantir que a energia com que o carregamos é ela própria 100% verde”, assinalou.

Consciência ambiental

A consciencialização ambiental saiu reforçada com a pandemia e a mobilidade inteligente tem ganho ainda mais força. Estamos a falar de uma mobilidade que “além de elétrica, será partilhada, conectada e autónoma”, com a componente da digitalização a ser importante. A venda de veículos elétricos está a aumentar. “Em setembro, a percentagem de veículos elétricos no total de vendas nacional ultrapassou os 14%, um número absolutamente recorde”, disse.

No Passeio Marítimo de Algés é possível observar diferentes veículos elétricos que atraem a atenção de quem por ali passa. Diogo Santos e Diana Branco são um jovem casal que tem definida uma opção de vida amiga do ambiente. Admitiram que, quando chegar o momento de comprarem um carro, é muito provável que a escolha recaia num elétrico.

“Cada vez é menos desvantajoso ter um carro elétrico. Antes, podia não ter autonomia ou não ter os postos de carregamento. Hoje em dia quase em todas as bombas de gasolina já têm um”, salientou a estudante de Marketing. Diogo reforçou a ideia de como as gerações mais novas já pensam mais nesta opção do que num veículo com motor a combustão.

Apesar de quererem deslocar-se de uma forma mais sustentável admitem que a pandemia mudou os hábitos. Os transportes públicos (comboio, metro e autocarro) foram trocados pelo carro. No entanto, garantiram que é apenas até a situação atual normalizar. “Evitar trânsito, poupar tempo, dinheiro”, são fatores que fazem Diana querer regressar aos transportes públicos, seja como estudante, seja se tiver de ir trabalhar para Lisboa.

Acho que o futuro é a eletricidade. As mudanças climáticas alteram a forma como nós vivemos e convivemos, especialmente numa altura em que não podemos conviver. É uma ação de curto prazo mas que pode ter impacto a longo prazo, tanto na qualidade de vida como no ambiente, como no podermos estar com as outras pessoas. É algo em que se deve investir”, afirmou.

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