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Portugal, União Europeia e Gulbenkian ajudam a formar médicos na Guiné-Bissau

Um grupo de 30 médicos guineenses começou esta semana a receber formação no âmbito do projeto “Ianda Guiné Saúde” com o apoio de Portugal, União Europeia e Fundação Calouste Gulbenkian, para fortalecer o sistema de saúde da Guiné-Bissau.

“Esta formação constitui, sem dúvida, um contributo importante para a formação dos recursos humanos guineenses, especificamente, dos médicos, dado que irá permitir-lhes adquirir conhecimentos específicos em áreas onde ainda não existem especialistas na República da Guiné-Bissau”, disse hoje à Lusa o embaixador de Portugal, José Caroço.

O objetivo da formação é criar especialistas nas áreas da cirurgia e cirurgia ginecológica e anestesiologia.

“A cirurgia e cirurgia ginecológica e anestesiologia são algumas das áreas consideradas prioritárias para a República da Guiné-Bissau e, por esse motivo, incluídas na formação”, que começou segunda-feira, disse o embaixador de Portugal.

A formação arrancou com um curso de proficiência de língua portuguesa, adaptação às tecnologias de informação e formação teórica em medicina cirúrgica.

Após esta formação inicial, 18 médicos serão escolhidos para continuar a formação teórica e prática realizada por médicos guineenses e tutores guineenses nas especialidades indicadas por um período de dois anos, estando incluído um estágio em Portugal.

O projeto “Ianda Guiné Saúde” é financiado pela União Europeia e cofinanciado e implementado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e cofinanciado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

“O projeto Ianda Saúde Guiné, do qual a formação médica avançada é uma pedra angular, pretende atingir um objetivo muito ambicioso, que é o de fortalecer a governação do sistema nacional de saúde e melhorar a qualidade e a quantidade dos seus profissionais”, explicou a embaixadora da União Europeia na Guiné-Bissau, Sónia Neto.

O projeto “Ianda Saúde Guiné” contempla também um curso de gestão de unidades de cuidados para chefias de enfermagem hospitalar e um curso de especialização em saúde pública dirigido a médicos guineenses.

Além dos tradicionais parceiros guineenses do setor da saúde, em Portugal apoiam também o projeto o Instituto de Higiene e Medicina Tropical, a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, a Escola de Medicina da Universidade do Minhós, os hospitais de Braga, Guimarães e Viana do Castelo, bem como a Ordem dos Médicos.

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