Timor-Leste continua sem data fixa para a chegada das vacinas

Timor-Leste continua sem data fixa para a chegada das vacinas

O primeiro-ministro timorense disse hoje que Timor-Leste continua sem data fixa para a chegada das primeiras vacinas contra a covid-19 ao país, afirmando que até lá é necessário continuar, em conjunto, a prevenir os contágios.

“O Governo continua a desenvolver esforços em contacto com várias entidades internacionais, visando garantir o acesso atempado a estas vacinas, de acordo com o nosso compromisso de imunizar a totalidade da população até ao final do corrente ano”, afirmou Taur Matan Ruak no parlamento.

“Até que a chegada se concretize, é da responsabilidade de todos nós contribuirmos para evitar que algum timorense morra por causa deste vírus. A atitude de cada um de nós garantirá a salvaguarda da nossa própria vida e salvará a vida dos outros”, considerou.

Taur Matan Ruak, que falava no arranque do debate sobre a renovação do estado de emergência devido à covid-19 em Timor-Leste, recordou que as vacinas têm tido uma “crescente procura nos mercados internacionais”, o que colocou “sob pressão acentuada as entidades produtoras e respetivos países exportadores”.

“Temos vindo a assistir com preocupação a esta competição internacional que se tem gerado em torno do grande negócio das vacinas, cujos efeitos ameaçam relegar para o segundo plano os países menos desenvolvidos como Timor-Leste, em detrimento das nações mais poderosas e desenvolvidas”, explicou.

Recorde-se que Timor-Leste deverá receber as vacinas para os primeiros 20% da população através do mecanismo internacional COVAX, tendo sido anunciadas e adiadas sucessivas datas para a chegada do primeiro lote.

O chefe do Governo apelou aos timorenses para que continuem a cumprir “com esforço e responsabilidade” as medidas e as boas práticas e comportamentos que permitiram ao país não registar mortes devido à covid-19.

“No ano passado, Timor-Leste foi reconhecido pela comunidade internacional como um dos oito países mais bem-sucedidos na gestão da covid-19, a par da Nova Zelândia e de outros países”, afirmou.

“Todavia, estes bons resultados estão agora a ser postos à prova numa nova vaga da doença, mais agressiva e exigente”, disse.

Por isso, afirmou, é necessário continuar a cumprir as medidas de prevenção, evitando mais contágios, motivo pelo qual é necessária a renovação pela 12ª vez da declaração do estado de emergência.

O Parlamento Nacional timorense debate hoje o pedido de autorização para a renovação do estado de emergência enviado pelo Presidente da República, Francisco Guterres Lú-Olo.

Lú-Olo pretende que o estado de exceção, solicitado pelo Governo, se aplique entre as 00:00 horas do dia 03 de abril de 2021, hora local (16:00 de 02 de abril em Lisboa) e as 23.59 horas de 02 de maio de 2021, hora local (15:59 em Lisboa).

Timor-Leste vive atualmente o pior momento desde o início da pandemia, com 567 casos acumulados e três cercas sanitárias com confinamento obrigatório em três municípios, incluindo Díli.

Atualmente há 382 casos ativos em Timor-Leste, com a maior preocupação a ser a capital timorense, onde desde 07 de março se registaram 415 casos de infeção, a maioria assintomáticos, tendo alguns sido já dados como recuperados.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.792.586 mortos no mundo, resultantes de mais de 127 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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