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Os mortos pela polícia angolana em tempo de Covid-19

Contagem paralela do OPAÍS aponta que desde o mês de Março, altura em que o país registou o primeiro caso de Covid-19, cerca de 12 pessoas foram mortas com o envolvimento directo ou indirecto de agentes da Polícia Nacional (PN). Casos como o do médico Sílvio Dala e do estudante Inocêncio de Matos, originaram manifestações em várias províncias do país

Dias antes de se decretar o Estado de Emergência por força da pandemia da Covid-19, um tumulto na manhã do dia 9 de Março, na zona dos Quartéis, proximidades do Distrito de Recrutamento Militar, na Maianga, surpreendeu os luandenses, quando centenas de jovens se deslocaram ao local em busca de uma vaga nas Forças Armadas Angolanas (FAA). Do tumulto, que envolveu efectivos da PN e das FAA, resultou na morte a tiro de um jovem no local e o ferimemto de outro. No dia 12 do mesmo mês, no bairro Candombe velho, periferia da cidade do Uíge, um jovem de 27 anos foi morto por disparo de arma de fogo, cujo acto foi atribuído a uma agente da corporação.

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