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China e nações da Ásia-Pacífico criam maior acordo de comércio livre

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Quinze nações da Ásia-Pacífico, incluindo a China, assinaram este fim-de-semana o maior acordo de comércio livre do mundo, a Parceria Económica Abrangente Regional (RCEP), para reduzir tarifas, fortalecer cadeias de abastecimento com regras de origem comuns e codificar novas regras de comércio eletrónico

Altos funcionários dos 10 membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), China, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Coreia do Sul assinaram o acordo no último dia da 37ª cimeira da organização, promovida virtualmente pelo Vietname.

A RCEP é o maior acordo comercial do mundo em termos de Produto Interno Bruto (PIB).

“Tenho o prazer de dizer que, após oito anos de trabalho árduo, a partir de hoje, concluímos, oficialmente para assinatura, as negociações do RCEP”, anunciou por teleconferência o primeiro-ministro vietnamita, Nguyen Xuan Phuc.

As respetivas autoridades nacionais foram-se revezando na cerimónia de assinatura de cópias do acordo, exibindo-as posteriormente perante as câmaras que asseguraram a cimeira virtual.

Os líderes esperam que o acordo ajude a estimular a recuperação pós-pandemia.

“Nas atuais circunstâncias globais, o facto de o RCEP ter sido assinado após oito anos de negociações traz um raio de luz e esperança no meio das nuvens”, disse o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que descreveu o acordo como “uma vitória do multilateralismo e do livre comércio”.

A aprovação do RCEP pode prejudicar algumas empresas norte-americanas e outras multinacionais exteriores a esta zona, especialmente depois de o presidente, Donald Trump, se ter retirado das negociações sobre um acordo comercial separado da Ásia-Pacífico.

Segundo a Bloomberg, muitos países que integram este acordo, entre eles o Japão e a Austrália têm também manifestado receios de se tornarem economicamente dependentes da China. 

A Índia surpreendeu os restantes membros há um ano ao abandonar o acordo, considerando que este teria impacto nas vidas e meios de subsistência, em especial junto dos indianos mais vulneráveis Apesar da retirada, foi dito a Nova Delhi que poderia voltar às negociações se decidir fazê-lo.

A saída da Índia do acordo removeu um dos maiores obstáculos ao pacto. Em junho, os ministros dos países RCEP reafirmaram a determinação em assinar o acordo, já que o comércio global, o investimento e as cadeias de abastecimento enfrentam desafios sem precedentes devido à Covid-19. 

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