Segundo o jornalista, que acaba de lançar um livro dedicado ao ataque ao gasoduto, “Freya” terá integrado uma equipa de sabotagem com ligações a meios militares ucranianos. Antes da guerra, a mulher teria uma carreira ligada ao mergulho profissional, capacidade que se revelou determinante para a alegada missão no Mar Báltico, onde os gasodutos foram atingidos em setembro de 2022.
De acordo com o relato, a operação envolveu mergulhos a grande profundidade, com equipamento pesado, para a colocação de explosivos nas condutas submarinas. Pancevski descreve “Freya” como uma das participantes mais experientes da equipa, sublinhando o elevado risco técnico e humano associado à ação.
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A investigação refere ainda que o plano terá sido delineado por uma unidade de elite ucraniana, motivada pela convicção de que o fornecimento de gás russo à Europa representava uma ferramenta estratégica de influência de Moscovo. Kiev continua, contudo, a rejeitar qualquer envolvimento oficial na sabotagem, posição reiterada pelo Presidente Volodymyr Zelensky desde o início das investigações.
As autoridades alemãs mantêm um inquérito criminal em curso, tendo já detido um suspeito ucraniano, atualmente em prisão preventiva, acusado de sabotagem e explosão. O caso permanece envolto em secretismo e continua a ter fortes implicações políticas e geoestratégicas, num contexto de guerra prolongada entre a Rússia e a Ucrânia.