
E com o primeiro “aniversário” dos primeiros casos da covid-19 a cumprir-se por estes dias eis que nos é anunciada a chegada das prometidas vacinas para que o “novo normal” deixe de nos atrapalhar a “vida normal”.
Tem sido uma semana profícua em notícias desta “boa nova”.
Vários laboratórios internacionais estão nas fases finais de testes de suas vacinas, o que permite aguardar o lançamento das campanhas de vacinação para a última semana de 2020 nos Estados Unidos, e no início de 2021, em outros países, dependendo dos acordos firmados com as empresas farmacêuticas.
Os pimeiros aplausos foram para a Pfizer que começou a semana a garantir que a sua vacina estava testada com uma garantia de eficácia de 90%. O mundo aplaudiu e fez vénias à farmacêutica norte-americana.
Dias depois, surgue a Rússia a vincar que a “sua” Sputnik estava uns pontos mais à frente: 92%! Muito melhor, portanto.
Mas espante-se o mundo. Outra farmacêutica norte-americana anuncia ao mundo que, afinal, a sua vacina estava na frente. Os testes efectuados garantem uma eficácia de… 94,5%.
Claro, que a esta altura ficámos todos baralhados. E, eis após estes anúncios surge a Pfizer a retificar a percentagem da sua eficácia. Afinal, não são 90 mas sim 95% de eficácia.
Meus senhores, esta é a verdadeira guerra. Quem garantir a venda de mais vacinas irá garantir a entrada de muitos milhões nos seus cofres.
Afinal, o “novo normal” tem muito pouco de novo….
¨* Editora da edição portuguesa do Plataforma