A estação de televisão Newsmax registou um aumento nas audiências depois de, durante a campanha norte-americana, ter recebido uma pancadinha nas costas do presidente Trump, cada vez mais de costas voltadas para a Fox News.
Seguindo a linha traçada durante o mandato de Donald Trump, a Newsmax destacou-se, durante a campanha presidencial, por se ter inclinado assumidamente para o lado republicano. A tal ponto que até mereceu elogios do presidente derrotado, que instou os eleitores fiéis à Fox News (até então referência informativa do partido) a mudarem de canal. A julgar pelos números, o apelo parece ter funcionado: entre as 16 e as 20 horas da sexta-feira passada, a nova televisão preferida de Trump teve, em média, 700 mil espectadores, sete vezes mais do que a audiência de um dia bom antes do início do período eleitoral.
A narrativa difundida pelo canal é a de que a eleição não terminou, Trump é mais forte do que Biden, e toda a restante imprensa está errada. “Isto ainda não acabou. Ignorem o que os media populares vos estão a dizer”, declarou Greg Kelly, pivô do noticiário das 19 horas, na segunda-feira, como que em jeito de resumo da posição editorial do canal por que dá a cara. E foi mesmo mais longe, ao dizer que Biden não iria ser presidente e ao questionar o motivo pelo qual o Twitter estava a sinalizar como contestáveis as publicações de Trump e não as do democrata – a explicação é pública: o primeiro tem divulgado “informações incorretas”.
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