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Pequim prepara lista negra com sanções graves para “separatistas de Taiwan”

Lista será, ainda assim, curta e não deve ser divulgada antes da posse do próximo presidente dos EUA

Pequim está elaborar uma lista negra de “separatistas de Taiwan” como aviso a Taipé para não se aproximar muito de Washington, escreve o South China Morning Post (SCMP) na sua edição de hoje.

De acordo com duas fontes oficiais da China continental, especializadas em assuntos de Taiwan, embora a ideia da lista tenha surgido pela primeira vez há dois anos, a decisão de ir em frente veio depois que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ter afirmado que Taiwan “não fazia parte da China”.

Uma das fontes, que trabalha para um think tank do governo especializado em assuntos de Taiwan, afirma que os nomes das pessoas visadas não deveriam ser conhecidos publicamente até ao próximo ano. “O anúncio da lista provavelmente ocorrerá após a posse do próximo presidente dos Estados Unidos”, revelou a fonte, que preferiu não ser identificada.

O especialista garantiu ainda que os alvos seriam qualquer um que defendesse abertamente a independência de Taiwan, pressionasse agressivamente pela independência de Taiwan ou financiasse separatistas generosamente.

A lista foi divulgada pela primeira vez pelo jornal pró-Pequim Ta Kung Pao.

Um funcionário chinês do continente, baseado em Hong Kong, afirmou que a ideia de uma lista negra foi proposta à liderança a Xi Jinping em maio de 2018. Contudo, Pequim só tomou a decisão de ir em frente nos últimos dias porque “há muitos sinais perigosos”.

Além do discurso de Pompeo, o comando da marinha taiwanesa reconheceu as notícias da semana passada de que um contingente de US Marine Raiders estava numa missão de um mês em Taiwan para treinar os militares locais. No entanto, os EUA e Taiwan rapidamente se distanciaram de relatos da cooperação.

Pequim manteria a lista “muito curta, visando apenas um punhado de líderes separatistas para não afetar os negócios no Estreito de Taiwan”, assumiu a fonte do think tank ouvida pelo SCMP.

Ambas as fontes confirmaram que a lista de possíveis sanções seria baseada na Lei Anti-Secessão, na Lei Criminal e na Lei de Segurança Nacional do continente, que classificam as atividades separatistas como um crime com uma possível pena de prisão perpétua.

A lista final está feita, garante a mesma fonte, assumindo que provavelmente apareceriam nela personalidades proiminentes com “a líder taiwanesa Tsai Ing-wen, membros-chave de seu governo que pressionam por relações Taiwan-EUA e pessoas-chave no Partido Democrático Progressivo de Tsai”.

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