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A “escolha” da imprensa

António BilreroAntónio Bilrero

Muito se tem escrito no rescaldo das eleições presidenciais norte-americanas. As notícias têm-se repartido, em importância, entre a anunciada vitória do candidato do Partido Democrático à Casa Branca, Joe Biden, e a teimosia do candidato do Partido Republicano e presidente em exercício, Donald Trump, em aceitar a derrota.

Mas, uma das principais originalidades do processo eleitoral nos EUA acaba por recair sobre o papel da imprensa. Sim, porque coube à imprensa norte-americana, e não a qualquer entidade eleitoral, como acontece habitualmente em muitos países, confirmar os resultados e anunciar ao mundo o vencedor.

Esta é uma das originalidades de um processo eleitoral complexo que permite, por exemplo, que o candidato que recebe diretamente mais votos em urna não seja necessariamente aquele que vai ocupar o mais elevado cargo da nação.

A 7 de novembro, quatro dias após o encerramento das urnas, a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP), logo seguida das estações norte-americanas de televisão CNN e NBC, confirmava os resultados e dava a vitória ao candidato democrata na corrida à Casa Branca.

Isto porque a contagem de votos prosseguiu em diferentes estados nos dias seguintes à data das eleições, de 3 de novembro. Com os resultados a serem fechados, a AP acabou por ser o primeiro órgão de comunicação social a dar “por encerradas” as dúvidas quanto ao vencedor e anunciar ao mundo a eleição de Joe Biden como 46.º Presidente dos Estado Unidos da América.

O candidato democrata alcançou 290 votos no colégio eleitoral que o confirmará posteriormente como novo presidente, contra 214 recolhidos pelo republicano. Para assegurar a eleição basta alcançar 270 votos eleitorais.

Até agora, no meio de felicitações ao vencedor vindas dos quatro cantos do mundo, o resultado da eleição só foi contestado pelo derrotado. Já foi autorizada a abertura de investigações judiciais a alegados casos de ilegalidade e fraude eleitorais. A posse do novo presidente está marcada para 20 de janeiro de 2021.

Se isto não é o poder da imprensa…

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