Presidente angolano "tem medo do povo" - Plataforma Media

Presidente angolano “tem medo do povo”

O líder da UNITA, maior partido da oposição, disse hoje, em Luanda, que o presidente do MPLA, partido no Governo, “tem medo do povo, que vai demonstrando saber ler e posicionar-se em defesa do seu interesse”. 

Adalberto Costa Júnior discursava na abertura da II reunião ordinária da Comissão Política da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), reunida para, nos próximos dois dias, analisar de forma minuciosa a situação do país e o programa anual do partido.

No discurso, Adalberto da Costa Júnior falou sobretudo das consequências da tentativa de manifestação, no passado sábado, que contou com o apoio da UNITA, e respondeu à intervenção de quinta-feira do Presidente angolano, João Lourenço, também líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), na IV sessão ordinária do Comité Central do partido.

Angola testemunhou a saída à rua de organizações da sociedade, especialmente jovens empurrados pelo sofrimento e pela ausência de esperança, empurrados por mil promessas incumpridas, aos quais se juntaram cidadãos de diversas proveniências”, disse Adalberto Costa Júnior.

O líder da UNITA realçou ainda que as mais altas instâncias do país têm afirmado que “estes jovens não têm pensamento próprio, não lhes é reconhecida a capacidade de terem ideais e de não serem capazes de perseguirem causas próprias”.

Segundo o político, para o Governo a população que sai à rua e se manifesta, os jovens que têm a coragem de lutar por melhores condições de vida ou de exigir um calendário para a realização das autarquias, só podem ter vínculo à UNITA, ironizou.

A manifestação reprimida pela polícia, em cumprimento ao decreto que declara o estado de calamidade devido à covid-19, que, entre outras medidas, proíbe ajuntamentos de mais de cinco pessoas na rua, tinha como objetivo reivindicar melhores condições de vida e exigir uma data para a realização das primeiras eleições autárquicas, que estavam previstas para este ano, mas foram adiadas.

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