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Confiança

De acordo com um inquérito da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM), a confiança dos consumidores de Macau na rubrica “situação de emprego” no terceiro trimestre de 2020 foi de 59,93 (sendo que 200 pontos significam confiança total), uma diminuição de 12,14 por cento em relação ao trimestre anterior. Este é um novo recorde, em baixa, desde a primeira pesquisa no quarto trimestre de 2008.

Durante a pandemia, a taxa de desemprego em Macau continuou a aumentar e é difícil para os recém-licenciados encontrar um emprego. O salário inicial foi reduzido para menos de 10 mil patacas. A UCTM descreveu que a confiança em matéria de emprego caiu para um “ponto de congelamento”. É hora de mudar de ideias. Antes, o turismo e os assuntos relacionados com a hotelaria eram populares. Mas agora, não há muito espaço vazio no mercado de trabalho do turismo de Macau. Outros setores devem por isso ser considerados. O secretário de Economia e Finanças, Lei Wai Nong, apontou a indústria da construção, que é também de rendimento elevado e alta tecnologia, como uma das alternativas que os jovens devem considerar.

Além disso, a pesquisa académica também registou que o índice de “padrão de vida” foi de 87,13, um aumento de 28,96 por cento em relação ao trimestre anterior. 

Num ponto de “depressão” na economia, como é que a confiança nos padrões de vida pode aumentar? Macau, neste momento, não tem muitos turistas e torna-se mais descontraída. Os autocarros não estão tão lotados como antes, os táxis são mais fáceis de apanhar e ir às compras tornou-se mais confortável pela ausência de enchentes de clientes. Essas melhorias nos padrões de vida devem-se a uma considerável redução de turistas na cidade. Esta forma de vida em Macau…é boa? 

*Editor do canal chinês do Plataforma

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