Bebé sem rosto contraria as expectativas e completa um ano de vida -

Bebé sem rosto contraria as expectativas e completa um ano de vida

Rodrigo nasceu há um ano sem parte do rosto e do crânio, está a recuperar de uma cirurgia, tem experienciado momentos felizes e vai agora ser batizado.

O bebé sem rosto, Rodrigo, nasceu há um ano com graves deformações no crânio que faziam com que a esperança de vida fosse reduzida e, hoje, contra as todas as expectativas, revela bom desenvolvimento dia após dia. Marlene Simão planeia reunir, no fim de semana, a família para celebrar o primeiro aniversário do bebé e prepara já o batizado. Rodrigo recebeu o sacramento nos primeiros dias de vida, enquanto estava internado nos cuidados paliativos neonatais no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

Volvido um ano, a mãe mostra-se orgulhosa do filho e diz nunca ter esperado o pior. “Sempre pensei, e continuo a pensar, dia a dia e hoje: “o Rodrigo está bem””. O bebé nasceu a 7 de outubro de 2019 sem parte do rosto e crânio. O obstetra que acompanhou a gravidez da mãe, Artur de Carvalho, fez as ecografias e nunca identificou as malformações, foi suspenso no mesmo mês. Em abril passado, a Ordem dos Médicos determinou a expulsão do obstetra, que recorreu da decisão. Entretanto, em julho, foi notificado para se aposentar, o que aconteceu.

Rodrigo foi recentemente submetido a uma cirurgia crucial, que consistiu na colocação de um “shunt” que drena o líquido encefálico e permite o desenvolvimento do crânio. Apesar de a intervenção acarretar algum risco, foi bem sucedida. “O Rodrigo está hoje a recuperar bastante bem. Na semana passada, fomos a uma consulta pós-operatório e recebemos boas notícias”, conta Marlene Simão.

Ao longo de um ano, Marlene destaca alguns momentos que viveu com o filho e que representam, para si e o seu companheiro, momentos inesquecíveis.

A primeira sopa e a praia de Rodrigo

“A saída do hospital para casa, um mês depois de nascer, foi um momento bastante importante para nós”, refere a mãe. Também quando começou a comer sopa, aos seis meses, foi marcante. “Até aí, só bebia leite e foi muito bom quando começou a comer sopa. Hoje ainda tenho receio de introduzir alimentos sólidos nas refeições.”

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