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Furacão Sally ameaça o sul dos EUA enquanto Paulette ganha força nas Bermudas

Filipe Sousa

O furacão Sally no Golfo do México ameaça os estados americanos do sul dos Estados Unidos, como Alabama, Luisiana e Mississippi, onde poderá atingir nesta semana a intensidade 2. Já o furacão Paulette ganha força no meio do Atlântico depois de chegar à Bermudas.

Às 18h de Lisboa, o furacão Sally soprava com ventos máximos sustentados de 150 quilómetros por hora e seu olho estava localizado a 260 km a sudeste de Biloxi, Mississippi, de acordo com o National Hurricane Center (NHC), com sede em Miami. 

O NHC emitiu um alerta de furacão para as áreas costeiras do Alabama, Mississippi e Luisiana, que ainda está recuperar do impacto do furacão Laura em agosto. 

Enquanto isso, o Paulette, que se transformou em furacão no sábado, soprava esta segunda-feira com ventos máximos de 170 km por hora sobre as ilhas Bermudas, território britânico no Atlântico, acrescentou a entidade em outro boletim. 

Espera-se que o Paulette ganhe força de furacão de categoria 3, numa escala em que o máximo é 5, depois de atingir as ilhas Bermudas nesta segunda-feira. Depois de passar pelas ilhas, não deve chegar a outro espaço em terra.

Imagens de satélite mostraram as Bermudas completamente no centro do furacão, com nuvens de tempestade a girar em torno dele.

Entretanto, o Sally desloca-se de forma lenta pelo Golfo do México e deve chegar ao continente na terça à noite ou no início de quarta-feira como um furacão, já no Luisiana.

O governador deste estado, John Bel Edwards, disse que o Sally poderia afetar a parte sudeste do Luisiana e pediu aos moradores que se preparassem. “Sejam inteligentes e fiquem seguros”, publicou no Twitter. 

Os governadores do Alabama e Mississippi declararam estado de emergência. Tate Reeves, do Mississippi, disse que o furacão Sally deve atingir a região de Biloxi às 2h locais na quarta-feira. 

“As previsões de ondas ciclónicas continuam sendo uma preocupação, podendo chegar a entre 1,5 e 2,4 metros”, escreveu Reeves. 

“Continuamos muito preocupados com a quantidade de chuva”, acrescentou, detalhando que algumas áreas podem receber até 50 centímetros de chuva. 

A tempestade Sally se formou ao passar pelo sul da Flórida, onde produziu fortes chuvas no fim de semana.

Também nesta segunda-feira, no Atlântico uma depressão tropical tornou-se a tempestade tropical Vicky, a vigésima a ser nomeada em uma temporada excepcionalmente ativa que gerou tempestades em tempo recorde. 

Além de Sally, Paulette e Vicky, o NHC também monitora a tempestade tropical Teddy, uma depressão tropical remanescente da tempestade René e dois fenômenos, um dos quais também atinge o Golfo do México.

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