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Brasil: Investigação preliminar a derrame de crude termina sem apontar culpados

A Marinha do Brasil terminou a primeira parte das investigações ao derrame de crude no Atlântico que ocorreu em agosto do ano passado sem apontar presumíveis culpados ou revelar a origem exata do incidente.

De acordo com o diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil, o contra-almirante João Alberto Araújo Lampert, citado nesta sexta-feira pela cadeia de televisão brasileira TV Globo, a investigação confirmou que o crude é de origem venezuelana.

Contudo, o contra-almirante advertiu que esta informação não permite aferir se o crude foi lançado por navios ou empresas venezuelanas.

“É um óleo de origem venezuelana, mas não quer dizer que esse óleo foi largado pela Venezuela. Estudamos algumas hipóteses, como, por exemplo, […] o óleo que vem do solo, que é a saída do petróleo do subsolo marinho. Navios fantasmas, navios que não são fantasmas, naufrágios”, explicou.

A Marinha disse que a investigação partiu de um universo de cerca de mil embarcações como possíveis fontes da libertação do crude.

“Há alguns suspeitos”, explicitou aquele ramo das Forças Armadas brasileiras, sem especificar.

O relatório foi enviado na segunda-feira, 24 de agosto, para a Polícia Federal, que está a conduzir o inquérito criminal.

Já a Polícia Federal indicou que apenas se vai pronunciar sobre da investigação quando estiver concluída.

As manchas de petróleo que atingem a costa brasileira alcançaram 1.004 praias em 130 municípios.

O relatório mais recente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama, organismo do Governo), com dados recolhidos, indica que, das 1.004 praias afetadas, 570 encontram-se já limpas e 434 apresentam contaminação inferior a 10% da área afetada.

O derrame de petróleo espalhou-se pelos nove estados da região nordeste do Brasil e afetou ainda quase cinco dezenas de praias no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, ambas no sudeste do país.

As autoridades brasileiras começaram a atuar nas praias afetadas desde 30 de agosto de 2019, mas a presença de petróleo bruto foi relatada em alguns locais desde o início daquele mês.

Tendo em conta dados recolhidos até 15 de janeiro, o Ibama também indicou que 159 animais foram afetados pelo derrame, entre os quais 105 tartarugas marinhas, 39 aves, dois mamíferos e 13 peixes e grandes crustáceos de espécies de grande porte. Daquele número, 112 animais morreram.

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