“O impacto de longo prazo do encerramento de escolas provavelmente prejudicará ainda mais as crianças, o seu futuro e as suas comunidades”, indica a Unicef.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apelam aos governos africanos para promoverem a reabertura de escolas fechadas há quase seis meses, tomando medidas para prevenir a propagação do coronavírus. “Os encerramentos de escolas prolongados e sem precedentes para proteger os alunos contra a Covid-19 estão a causar ainda mais danos”, disseram as duas agências da ONU num comunicado conjunto.
A OMS e a Unicef “exortam os governos africanos a promover a reabertura segura das escolas, ao mesmo tempo que adotam medidas para limitar a propagação do vírus”. “Assim como os países estão a abrir negócios com segurança, podemos reabrir escolas”, disse Matshidiso Moeti, diretor regional da OMS para a África. Para limitar os riscos, a OMS e a Unicef recomendam a lavagem regular das mãos, desinfecção e limpeza diária das superfícies, instalações de água e boa gestão dos resíduos.
As consequências da interrupção prolongada das aulas são consideradas “significativas” pelas duas agências, que citam o “aumento da exposição à violência e exploração” e “gravidez infantil” . “As escolas abriram o caminho para o sucesso de muitos africanos” e são “um espaço seguro onde muitas crianças em circunstâncias difíceis se podem desenvolver e prosperar”, de acordo com Moeti, citado no documento. “O impacto de longo prazo do encerramento de escolas pode prejudicar ainda mais as crianças, o seu futuro e as suas comunidades.”, estimou o diretor regional da Unicef para a África Oriental e Austral, Mohamed M. Malick Fall.
De acordo com uma pesquisa da OMS em 39 dos 54 países da África, as escolas estão totalmente abertas em seis países, fechadas em 14 e parcialmente abertas em outros 19.
*Com AFP