O caso ganhou dimensão internacional depois de se tornarem virais imagens que mostram um crocodilo a ser abatido e içado de um rio, numa operação de resgate realizada num parque natural sul-africano. No interior do animal viriam a ser encontrados os restos mortais do empresário, que tinha sido dado como desaparecido dias antes.
De acordo com as informações disponíveis, Gabriel Batista residia na África do Sul desde 1975 e seguia, durante a noite, para o hotel de que era proprietário, em Komatipoort, na província de Mpumalanga, quando tentou atravessar uma ponte inundada. A região foi recentemente atingida por fortes chuvas, que provocaram cheias repentinas e elevaram significativamente o nível das águas.
A viatura do empresário acabou por ser localizada, mas sem qualquer sinal do seu ocupante. A ausência de vestígios levou as autoridades a intensificarem as buscas nas imediações do parque natural onde ocorreu o desaparecimento.
Segundo responsáveis do parque, um dos crocodilos começou a apresentar um comportamento anormal, com dificuldades de locomoção e ausência de reação à aproximação humana — sinais que, segundo especialistas, podem indicar que o animal se alimentou recentemente. Perante estas suspeitas, foi decidido capturar o réptil para permitir a recuperação do corpo.
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A operação de resgate foi descrita como extremamente arriscada. De acordo com a cadeia norte-americana Fox 5, a intervenção envolveu um helicóptero e elementos da SANPARKS, incluindo o capitão Johan “Pottie” Potgieter, que foi içado para o rio Komati, uma zona conhecida pela elevada concentração de crocodilos.
Em comunicado, a polícia sul-africana destacou a coragem do militar: “Numa operação extremamente perigosa e complexa, o capitão Potgieter imobilizou o crocodilo em condições de risco elevado, demonstrando uma disposição para arriscar a própria vida muito para além do cumprimento do dever”.
O caso está agora a ser acompanhado pelas autoridades locais e pelas entidades consulares portuguesas, enquanto decorrem os procedimentos legais para a identificação formal e eventual repatriação dos restos mortais.