Moçambique deve usar presidência da SADC para erradicar violência - Plataforma Media

Moçambique deve usar presidência da SADC para erradicar violência

O Centro para a Democracia e Desenvolvimento, organização não-governamental moçambicana, defende que o país deve usar a presidência da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para pressionar os Estados-membros na eliminação da violência armada em Cabo Delgado.

“Que estratégias Moçambique tem para aproveitar a presidência da SADC como uma oportunidade única para exercer maior pressão sobre os seus pares no sentido de olharem para o extremismo violento em Cabo Delgado como uma ameaça para toda a região?”, questionou, em comunicado, a organização não-governamental (ONG).

O Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD) considerou que as autoridades moçambicanas não se devem limitar a pedir aos países vizinhos que impeçam a passagem de combatentes e abastecimentos para os grupos armados, mas tem de explorar mais formas de apoio.

“Além do reforço no controlo das fronteiras, como é que os Estados da região podem-se envolver na luta contra o terrorismo em Moçambique?”, perguntou a ONG.

O CDD alertou que Moçambique “dificilmente” irá vencer os grupos armados no norte do país sem a ajuda dos países vizinhos.

Moçambique assumiu hoje a presidência rotativa da SADC, para os próximos 12 meses, durante a 40.ª cimeira ordinária da organização, realizada por videoconferência, a partir de Maputo

A cimeira realizou-se sob o lema “40 Anos Construindo a Paz e Segurança, Promovendo o Desenvolvimento e Resiliência Face aos Desafios Globais”.

A SADC é uma organização integrada por 16 Estados-membros e foi estabelecida em 1980, como Conferência de Coordenação do Desenvolvimento da África Austral (SADCC) e, mais tarde, em agosto de 1992, transformada em Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

África do Sul, Angola, Botsuana, Comores, República Democrática do Congo, Essuatíni, Lesoto, Madagáscar, Maláui, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Seicheles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué são os Estados-membros da SADC.

A província de Cabo Delgado está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como ameaça terrorista.

De acordo com as Nações Unidas, a violência armada levou à fuga de 250.000 pessoas de distritos afetados pela insegurança, mais a norte da província.

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