Exército sul-africano preparado para entrar em Cabo Delgado -

Exército sul-africano preparado para entrar em Cabo Delgado

O exército sul-africano está a preparar as suas tropas para entrar em Moçambique, de acordo com o que informa a Africa Intelligence.

A mesma notícia refere também que o presidente moçambicano Filipe Nyusi ainda não pediu apoio militar a Cyril Ramaphosa, seu homólogo da África do Sul. Contudo, a verdade é que a base militar de Wallmannsthal, perto de Pretória, está “cada vez mais ocupada desde o início de julho”.

Escreve ainda a revista que os sul-africanos formaram já uma unidade de intervenção rápida, tendo iniciado um programa de treinamento intensivo. Esta posição, segundo algumas fontes, visa a preocupação para com “a auto-proclamada insurreição islâmica que está a consumir Cabo Delgado“. Deste modo, a África do Sul pretende ter uma unidade pronta para intervir.

Os sul-africanos, nomeadamente o general Mankayi, consideram mesmo que “uma missão de menos de dois meses pode ser suficiente para estabilizar a região, embora não tenham totais informações sobre o conflito moçambicano.

Mercenários também ajudam

Refira-se que o governo moçambicano já se socorreu de mercenários para ajudar nesta luta em Cabo Delgado. Filipe Nyusi contratou a empresa de Lionel Dyck, especializada neste tipo de situações. O mesmo, no entanto, já revelou a sua preocupação para com esta situação, há umas semanas.

““As Forças de Defesa de Moçambique não estão preparadas e têm poucos recursos e temos que avançar rapidamente. Algumas das atrocidades cometidas são diferentes de tudo que eu já vi antes e já vi muitas guerras, em muitos lugares diferentes. O massacre que se seguiu ao ataque ao Posto Policial de Quissanga envolveu a mutilação de corpos, o corte de membros e acreditamos que os agressores comeram algumas partes do corpo. Apesar dessa barbárie, esse inimigo está organizado, motivado e bem equipado. Se não chegarmos a esse ponto, ele espalhar-se-á rapidamente para o sul e será uma catástrofe para toda a região”, considerou o empresário em entrevista à Africa Unauthorized.

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