Os Estados Unidos fecharam um acordo para pagar 1,95 mil milhões de dólares por 100 milhões de doses de uma potencial vacina contra o coronavírus, que está a ser desenvolvida pelo laboratórios Pfizer e Biontech, anunciaram ambas as empresas nesta quarta-feira (22).
“O governo dos EUA fez um pedido inicial de 100 milhões de doses e pode comprar até 500 milhões de doses adicionais”, afirmaram as duas empresas. A Pfizer é americana e a Biontech, alemã.
O acordo ocorre em meio a uma mudança radical de postura do governo de Donald Trump. Após passar meses minimizando a pandemia, o presidente passou, nos últimos dias, a defender o uso de máscaras, a dizer que a situação é grave e decidiu suspender grandes eventos de campanha.
Os Estados Unidos são o país mais atingido pela doença no mundo, com mais de 140 mil mortes e quase 4 milhões de infectados, sendo que os números seguem em alta.
O governo Trump havia feito parcerias com outros laboratórios que buscam a vacina, mas esse foi o maior acordo já anunciado.
A Pfizer e a Biontech não receberão o dinheiro até que a vacina seja aprovada nos testes clínicos, que devem envolver até 30 mil pessoas e devem começar até o final de julho.
Assim, a aprovação poderia ser obtida em outubro, caso os testes finais sejam bem-sucedidos. Só depois disso seria feita a entrega.
O objetivo dos laboratórios é fabricar 100 milhões de doses antes do fim de 2020 e provavelmente mais de 1,3 bilhão de unidades até o fim de 2021.
Não está claro se os Estados Unidos receberão todas as primeiras doses a serem fabricadas nem se a produção total poderá ser ampliada até o fim do ano.
Na segunda-feira (20), o governo britânico anunciou um acordo para reservar 30 milhões de doses desta mesma vacina, mas não revelou o total a ser pago.
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