Início » Tribunal mantém indemnização a enfermeira condenada por homicídio

Tribunal mantém indemnização a enfermeira condenada por homicídio

Relação de Évora rejeitou o recurso do Ministério Público e confirmou a compensação atribuída por um período de prisão preventiva considerado ilegal. A decisão não altera a pena de 23 anos de prisão.

O Tribunal da Relação de Évora confirmou a indemnização atribuída à antiga enfermeira Mariana Fonseca, condenada a 23 anos de prisão pelo homicídio de Diogo Gonçalves, recusando o recurso apresentado pelo Ministério Público para retirar a compensação financeira.

Em causa está uma indemnização de cerca de 30 mil euros, atribuída por um período de prisão preventiva que os tribunais consideraram ter ultrapassado os limites legalmente admissíveis. O Ministério Público defendia que a condenação definitiva da arguida deveria impedir o pagamento dessa compensação, mas a Relação não acolheu esse entendimento.

Os juízes consideraram que o direito à indemnização resulta da atuação do Estado durante a fase processual e é autónomo da decisão final sobre a culpa da arguida. Assim, concluíram que a posterior condenação pelo homicídio não elimina o direito a ser compensada pelo período de privação de liberdade considerado ilegal.

A decisão diz respeito exclusivamente à responsabilidade civil do Estado e não altera a condenação criminal nem a pena de 23 anos de prisão aplicada a Mariana Fonseca.

Leia mais: Detida na Indonésia enfermeira condenada por matar e esquartejar amigo no Algarve

O caso remonta a 2020, quando Diogo Gonçalves foi morto num crime que, segundo a acusação, teve como motivação a apropriação de uma indemnização recebida pela vítima. O processo ganhou forte mediatismo devido ao desmembramento do corpo e à fuga da arguida para a Indonésia antes do trânsito em julgado da sentença.

Mariana Fonseca foi localizada e detida pelas autoridades indonésias na sequência de um mandado de captura internacional emitido pela Interpol, encontrando-se a aguardar os trâmites do processo de extradição para Portugal.

A decisão da Relação de Évora mantém, assim, a indemnização anteriormente fixada, apesar da condenação definitiva da antiga enfermeira pelo homicídio.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website