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Arsenais Nucleares. Washington destaca boa vontade da China

Os Estados Unidos consideraram esta quinta-feira que a República Popular da China mostrou boa vontade ao declarar-se “disposta” a discutir a redução dos arsenais nucleares sob certas condições e convidou Pequim a juntar-se às negociações de Viena com a Rússia.

“Os Estados Unidos saúdam o compromisso da China em participar nas negociações sobre o controlo de armamento”, indicou o Departamento de Estado num comunicado, referindo-se a declarações de um alto responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Fu Cong.

“Garanto-lhe que, se os Estados Unidos disserem que estão prontos para reduzir o seu arsenal para o nível chinês, a China estará disposta a participar nas discussões no dia seguinte”, declarou à imprensa Fu, diretor-geral do serviço de controlo de armamento.

Sem se comprometerem a reduzir o seu arsenal nuclear para o nível do da China, 18 vezes menor, os Estados Unidos viram naquelas declarações um sinal de boa vontade.

Washington “convidará o governo chinês a participar de boa fé nas negociações de Viena” iniciadas no final de junho para tentar prolongar o novo tratado START, adianta o comunicado.

“Todos traremos para a mesa de negociações diferentes pontos de vista e objetivos e sem duvido que teremos discordâncias (…) Mas chegou a hora do diálogo e da diplomacia, para as três maiores potências nucleares discutirem como impedir uma nova corrida ao armamento”, refere.

Washington propõe como primeira etapa discussões diretas com Pequim e recomenda que a China “se encontre com a Rússia o mais rápido possível para se analisar os próximos passos de negociações trilaterais”.

Norte-americanos e russos realizaram no final de junho em Viena discussões sobre aquele acordo bilateral que limita o número das suas ogivas nucleares e que expira em fevereiro de 2021.

Os Estados Unidos querem incluir a China nas negociações, considerando que a sua capacidade nuclear está a aumentar rapidamente. Pequim tem recusado, sublinhando ter um arsenal sem comparação com o dos dois rivais da Guerra Fria.

Atualmente os norte-americanos dispõem de cerca de 5.800 ogivas nucleares e os russos de 6.375, contra 320 dos chineses, 290 dos franceses e 215 dos britânicos, segundo o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

O novo tratado START é o único acordo russo-norte-americano sobre armamento ainda em vigor. O texto prevê que o número de ogivas nucleares seja limitado às 1.550.

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