Militares da Índia e China reúnem-se para travar tensões em Caxemira - Plataforma Media

Militares da Índia e China reúnem-se para travar tensões em Caxemira

Comandantes militares da Índia e da China reuniram-se hoje pela terceira vez, numa tentativa de solucionar um conflito que dura há um mês na região disputada de Caxemira, disseram autoridades indianas.

A intenção dos governos dos dois países é diminuir gradualmente as tensões, estando previstos novos encontros entre altas patentes militares, nos próximos dias, para garantir a estabilização e a paz na região.

A reunião, que decorreu no lado indiano da fronteira disputada, aconteceu dias depois de o chefe do exército indiano, M.M. Naravane, ter visitado a área, em Ladaque, para rever o estado das tropas, após um combate corpo a corpo entre solidados indianos e chineses, em 15 de junho, que provocou 20 mortes nas forças militares da Índia.

O lado chinês nunca referiu a existência de baixas do seu lado.

Na versão das autoridades indianas, o impasse atual começou no início de maio, quando grandes contingentes de soldados chineses entraram no território controlado pela Índia, em três zonas de Ladaque, na região de Caxemira, erguendo tendas.

Segundo o Governo indiano, os soldados chineses ignoraram as repetidas advertências verbais, provocando um conflito que se alastrou ao longo da região, que tem sido alvo de disputa entre os dois países, ao longo de uma fronteira estabelecida após uma guerra entre a Índia e a China, em 1962, que resultou numa trégua instável.

Perante as tensões na fronteira, conhecida como “linha de controlo real”, manifestantes indianos estão a pedir um boicote aos produtos chineses, desde os confrontos de 15 de junho.

Em resultado disso, o Governo indiano proibiu, na segunda-feira, 59 aplicações de Internet ligadas à China, incluindo a popular plataforma TikTok, alegando que as suas atividades colocam em risco a soberania, defesa e segurança do país.

Nitin Gadkari, ministro dos Transportes indiano, disse que o seu Governo não permitirá também que empresas chinesas participem em investimentos na região.

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