No centro de Moçambique, em Sofala, homens da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), recém-desmobilizados, voltaram às origens depois de 30 anos nas zonas de matas.
Os ex-combatentes são oriundos das regiões onde atualmente se registam confrontos entre as tropas governamentais e homens da Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana, liderada por Mariano Nhongo – um grupo dissidente da RENAMO.
Albertina Sibanda, delegada distrital da RENAMO, esteve reunida na semana passada com a maioria dos homens desmobilizados. No encontro foram apresentadas várias queixas. “Muitos estão a viver num ambiente de medo.”
O grupo dissidente liderado por Nhongo está a perder efetivos. Começa a discutir-se, até, se o grupo armado pode comprometer o acordo de DEsarmamento, Desmobilização e Reintegração conseguido entre a RENAMO e a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).
Ouvido pela Deutsche Welle África, o presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, lamenta a ocorrência destes episódios e apela ao entendimento entre a FRELIMO e a RENAMO, com a sociedade civil incluída na conversa.