Venda online em direto não é solução milagrosa - Plataforma Media

Venda online em direto não é solução milagrosa

Este ano de 2020 a competição nas vendas online, em direto, está a crescer como nunca antes se tinha visto. Numa altura em que as indústrias do comércio e turismo são fortemente afetadas pela pandemia, o comércio em direto nas plataformas online é visto como a melhor solução. 

Vemos constantemente nos Média referências a marcas e produtos que esgotam em segundos, com vendas que chegam a ultrapassar os 100 milhões de RMB. Este tipo de comércio emerge em contraste com a falência das lojas tradicionais; que se batem contra o défice de vendas e o excesso de estoque, face ao baixo nível de consumo da sociedade em geral. Contudo, resta ainda saber se as vendas em direto são – ou não – um método sustentável. 

Para as marcas, o segredo para grandes números de vendas é encontrar um bom vendedor e “o preço mais baixo online”.

O predomínio deste método de vendas é cada vez mais evidente na China. Por isso, os produtores andam todos atrás de bons vendedores, capazes de baterem a concorrência. Além de altas comissões, estes novos “artistas” exigem que lhes garantam o “preço mais baixo online”, na expectativa de poderem bater recordes de venda.

A venda depende do tráfego gerado por estas novas estrelas do comércio online, e o lucro baseia-se em vendas em larga escala, com margens de lucro por unidade cada vez mais baixas. E essa é a circunstância que torna esta nova realidade numa faca de dois gumes. 

Tendo em consideração que o consumo per capita não cresceu – antes pelo contrário – as vendas online e em direto fazem lembrar as grandes promoções em centros comerciais, que já tiveram melhores dias… Esperemos para ver se esta solução, que pressiona os preços a níveis tão baixos, é – ou não – sustentável a médio e longo prazo.

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